Política
Deputado Fabinho Tardin entrega moções a mulheres que projetam Várzea Grande para o mundo
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O deputado estadual Fábio Tardin (PSB) entregou, nesta quarta-feira (19), moções de aplauso a três mulheres de Várzea Grande que se destacam em diferentes áreas e têm levado aspectos da cultura mato-grossense para além das fronteiras do Estado. As homenageadas foram a cantora Nataly Jovió, a agricultora Ana Lúcia Morais de Souza e a artesã Jilaine Maria da Silva, presidente da associação Tece Arte.
Durante a sessão ordinária, o deputado destacou a importância do reconhecimento público. “São três mulheres guerreiras, que levaram o nome de Mato Grosso para o mundo. Representam nossa cultura e o talento do nosso povo. Nada mais justo do que prestar essa homenagem neste espaço tão importante. Este reconhecimento não é do Fabinho, é do Estado de Mato Grosso”, afirmou.
Jilaine relatou a experiência de levar o trabalho das rendeiras do Limpo Grande ao maior evento de moda da América Latina, o São Paulo Fashion Week, neste ano. “Quando recebemos o convite do estilista Amir Slama, mal acreditamos, era a primeira vez que uma marca mato-grossense ganhava esse espaço. Ser reconhecida pelo deputado Fabio Tardin nos valoriza ainda mais e nos motiva a seguir divulgando nossa cultura para o mundo”, resumiu Jilaine.
Fabinho lembrou que o modo de fazer rede em Várzea Grande é reconhecido como patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso pela Lei nº 12.690, de sua autoria, e destacou o orgulho em ver essa tradição alcançar novos públicos.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
A cantora Nataly Jovió também recebeu homenagem após se destacar no programa The Voice Brasil 2025, onde conquistou quatro cadeiras ao interpretar “All By Myself”. Ela escolheu Mumuzinho como técnico e segue na competição exibida pelo SBT e pelo Disney+.
“Temos diversos talentos em Várzea Grande. A Nataly levou sua voz e hoje é conhecida nacionalmente. É uma honra, como cidadão várzea-grandense, entregar esta moção. Esse reconhecimento também é um agradecimento e claro que minha torcida é por ela”, declarou o deputado.
A agricultora Ana Lúcia Morais de Souza foi reconhecida pela medalha de ouro recebida na categoria Manteiga de Garrafa na segunda edição do Concurso de Queijos e Produtos Lácteos de Mato Grosso, promovido pelo Sebrae-MT.
Fonte: ALMT – MT
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Tangará da Serra e Rio Branco participam de ações de conscientização na Semana da Entrega Voluntária
A Semana Estadual de Conscientização sobre a Entrega Voluntária segue mobilizando magistrados e servidores em diversas Comarcas de Mato Grosso. Em Tangará da Serra e Rio Branco, as ações incluíram capacitações de profissionais da rede de proteção à infância e juventude, entrevistas em veículos de comunicação e distribuição de materiais informativos para ampliar o conhecimento da população e dos profissionais sobre o direito da mulher de entregar voluntariamente o filho para adoção, antes ou após o nascimento, de forma sigilosa, segura e acompanhada pela Justiça da Infância e Juventude.
Na Comarca de Tangará da Serra, a 2ª Vara Cível promoveu uma programação voltada à capacitação da rede de proteção à infância e juventude. As atividades tiveram início na segunda-feira (25), com palestras no plenário do Fórum da comarca, reunindo servidores da assistência social e integrantes do Conselho Tutelar, profissionais dos CRAS.
Ao longo da semana a capacitação sobre entrega voluntária foi realizada com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e recepcionistas das unidades de saúde. Até quinta-feira (28), 189 profissionais haviam participado dos encontros. Nesta sexta-feira (29), ocorre o encerramento da programação com a palestra voltada aos recepcionistas das unidades de saúde do município. A expectativa é que mais de 200 profissionais tenham sido capacitados durante a semana sobre o direito à entrega voluntária e os procedimentos de acolhimento e encaminhamento à Vara da Infância e Juventude.
Segundo a juíza da 2ª Vara Cível de Tangará da Serra, Raiza Vitória de Castro Rego Bastos Gonzaga, os encontros revelaram a falta de conhecimento dos profissionais sobre a existência da entrega voluntária.
“A ausência dessa informação também impacta no encaminhamento de gestantes e mulheres que desejam realizar a entrega voluntária, mas não sabem como proceder. Por isso, a capacitação foi tão importante, porque além de apresentar esse direito, também orientamos sobre o fluxo correto de encaminhamento à Vara da Infância e Juventude”, pontuou.
A magistrada complementou que a atuação desses profissionais, que muitas vezes fazem o primeiro contato com as mulheres, é decisiva para o acolhimento humanizado. “Agora eles estão capacitados não apenas para informar sobre a entrega voluntária, mas também para acolher e encaminhar corretamente essas mulheres, fortalecendo a rede de proteção à infância”, ressaltou Raiza Vitória.
Já na Comarca de Rio Branco, a juíza da Vara Única, Luciana Sittinieri Leon participou de entrevista na Rádio Livre FM 104,9 para orientar a população sobre a entrega voluntária e esclarecer dúvidas sobre o procedimento. Durante a conversa, a magistrada destacou que a campanha Entrega Legal busca divulgar um direito assegurado por lei e proteger tanto a criança quanto a mulher.
“Nós temos que conscientizar as pessoas sobre um direito que elas possuem. A gestação nem sempre vai gerar uma mãe. E uma mãe nem sempre vai ser gerada após uma gestação. Maternidade envolve não somente fatores biológicos, mas fatores emotivos, sociais, afetivos e psicológicos”, afirmou.
A juíza explicou que a entrega voluntária não se confunde com abandono. O procedimento permite que a mulher seja acompanhada pela rede de proteção e pela equipe técnica, com respeito à sua decisão e à sua história. “Nós falamos que é um ato de amor. As pessoas não podem confundir a entrega legal com o abandono. O abandono é você simplesmente ter um filho e não cuidar, não prover. Você entregar o seu filho à adoção é um ato de proteção”, pontuou Luciana Sittinieri.
Além da entrevista, a equipe multidisciplinar do Fórum de Rio Branco realizou ações junto aos órgãos da rede de proteção dos municípios de Rio Branco, Salto do Céu e Lambari D’Oeste, reforçando informações sobre a campanha e distribuindo materiais informativos.
Luciana ressaltou ainda que a capacitação contínua da rede é essencial para que o atendimento seja realizado sem preconceito, pressão ou julgamento. “A lei diz que você tem que agir de forma humanizada, sem preconceitos, sem constrangimentos. Inclusive, é sigiloso. Toda a rede deve respeitar esse sigilo”, explicou a magistrada.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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