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Wanderley rebate Flávia Moretti e questiona decreto de calamidade financeira: “Não sei para onde está indo esse dinheiro”

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), contestou as declarações da prefeita Flávia Moretti (PL) sobre o decreto de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador afirmou que o Legislativo aprovou a ampla maioria das propostas encaminhadas pelo Executivo e negou que a Câmara tenha dificultado a administração municipal.

Segundo Wanderley, dos 50 projetos enviados pela Prefeitura no ano passado, 42 receberam aprovação imediata e outros seis foram aprovados após ajustes solicitados pelos vereadores. Apenas uma proposta foi rejeitada: a que previa elevar a alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de 2% para 5%.

“O projeto iria rebentar o empresário várzea-grandense, aquele que gera emprego e renda. A Câmara entendeu que o empresário não aguenta mais pagar imposto”, afirmou.

O presidente da Câmara também rebateu a alegação de que o Legislativo teria restringido a capacidade da Prefeitura de remanejar recursos do orçamento. De acordo com ele, em 2025 os vereadores autorizaram a movimentação de até 25% do orçamento municipal, o equivalente a cerca de R$ 500 milhões, além de aprovarem R$ 155 milhões em créditos suplementares. Para 2026, porém, o limite foi reduzido para 5%, aproximadamente R$ 112 milhões.

Conforme Wanderley, a mudança ocorreu após a análise do balanço financeiro encaminhado pela própria Prefeitura, que, segundo ele, apontou mais de R$ 113 milhões em restos a pagar acumulados pela atual gestão.

“O que assustou a Câmara foi o balanço que chegou mostrando R$ 113 milhões em restos a pagar. Depois disso, aprovamos 5% de remanejamento para este ano”, declarou.

Durante o pronunciamento, o vereador também fez críticas à situação dos serviços públicos e afirmou que o decreto de calamidade financeira evidencia falhas de planejamento administrativo.

“Uma gestão que praticamente só está pagando folha de pagamento, com pronto-socorro enfrentando falta de medicamentos, cidade suja e sem tapa-buracos. Isso é falta de planejamento. Eu nasci e me criei em Várzea Grande e nunca vi um decreto de calamidade financeira. Não sei para onde está indo esse dinheiro, e quero saber”, disse.

As declarações foram uma resposta ao vídeo publicado pela prefeita Flávia Moretti, no qual anunciou o decreto de calamidade financeira e afirmou que a Câmara estaria dificultando a gestão ao limitar os pedidos de remanejamento orçamentário. Já o presidente do Legislativo sustenta que o Parlamento tem aprovado as principais propostas do Executivo e atribui o atual cenário financeiro à condução da administração municipal.

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Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.

Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.

“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.

Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.

“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.

A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.

Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.

O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.

As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.

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