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Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
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Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.
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O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
Fonte: Esportes
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Atlético-MG goleia o City Torque e encaminha vaga na final da Sul-Americana
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O Atlético-MG deu um passo enorme rumo à decisão da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira. Na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Galo goleou o Montevideo City Torque por 3 a 0, no jogo de ida da semifinal, e colocou a classificação para a final continental praticamente no bolso.
Se confirmar a vaga, o clube mineiro disputará sua segunda final consecutiva do torneio. Na temporada passada, a equipe chegou à decisão, mas acabou com o vice-campeonato após a derrota para o Lanús, nas cobranças de pênaltis.
O placar construído no jogo de ida deixa o cenário do confronto bastante favorável ao time brasileiro. Para avançar, o Atlético pode até ser derrotado no jogo de volta, desde que a derrota seja por dois gols de diferença. Do outro lado, o City Torque tem missão quase impossível: precisa ganhar por quatro gols ou mais. Se o agregado terminar empatado, a vaga será decidida nos pênaltis.
O jogo
Em campo, o Galo precisou de paciência. Depois de ter dois gols anulados, o time abriu o placar aos 36 minutos do primeiro tempo. Victor Hugo avançou pela direita, invadiu a área e achou Reinier totalmente livre para empurrar para as redes com o gol aberto.
Aos 42, saiu o segundo. Bernard desarmou o adversário ainda no campo de defesa e lançou Reinier, que disparou em contra-ataque e devolveu o presente. O camisa 10 entrou na área, cortou para dentro e finalizou rasteiro para ampliar.
No segundo tempo, aos 34 minutos, Thiago Borbas selou a goleada. O atacante subiu mais que a defesa para cabecear — não, recebeu cruzamento de Renan Lodi pela esquerda e bateu de primeira, sem chance para o goleiro, decretando os 3 a 0 que dão tranquilidade ao Galo rumo ao jogo de volta.
FICHA TÉCNICA |
|
|---|---|
| Resultado | Atlético-MG 3 x 0 Montevideo City Torque |
| Competição | Copa Sul-Americana 2026 – semifinal (jogo de ida) |
| Local | Arena MRV, Belo Horizonte (MG) |
| Data | 14 de outubro de 2026 (quarta-feira) |
| Horário | 19h (horário de Brasília) |
| Cartões amarelos | Vitão (Atlético-MG); Siles e Luka (City Torque) |
| JOGADOR | MOMENTO | EQUIPE |
|---|---|---|
| Reinier | 36 minutos do 1º tempo | Atlético-MG |
| Bernard | 42 minutos do 1º tempo | Atlético-MG |
| Thiago Borbas | 34 minutos do 2º tempo | Atlético-MG |
| EQUIPE | JOGADORES | TÉCNICO |
|---|---|---|
| Atlético-MG | Gabriel Delfim; Alan Franco, Vitão (Vitor Hugo), Lyanco e Renan Lodi; Castaño, Maycon e Victor Hugo (Thiago Borbas); Cuello (Minda), Reinier (Igor Gomes) e Bernard (Cissé) | Eduardo Domínguez |
| Montevideo City Torque | Franco Torgnascioli; Kevin Silva, Eduardo Aguero e Brian Gutierrez; Franco Pizzichillo (Busquets), Facundo Silvera, Gonzalo Montes e Pablo Siles (Diogo); Gary Perez, Salomón Rodríguez (Nahuel) e Esteban Obregón | Marcelo Méndez |
Fonte: Esportes
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