Várzea Grande
SMECEL reorganiza planejamento e garante continuidade das aulas na rede municipal
Várzea Grande
A poucos dias do início do segundo semestre letivo, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) de Várzea Grande tranquiliza pais, responsáveis e estudantes: mesmo com a perda de parte do material pedagógico no incêndio que atingiu o depósito da Secretaria, no mês de junho, o calendário escolar será cumprido normalmente e as aulas terão continuidade, sem prejuízo à aprendizagem dos alunos.
O incêndio destruiu parte das apostilas do Sistema de Ensino que seriam utilizadas no segundo semestre de 2026. No entanto, a Secretaria explica que o material didático é apenas um dos recursos utilizados pelos professores em sala de aula e que toda a rede já está preparada para iniciar o semestre com outros materiais pedagógicos disponíveis.
As escolas municipais contam com livros do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), materiais do Programa Alfabetiza MT, recursos do Programa Mais Infância, acervos literários, jogos educativos, atividades complementares e plataformas digitais, que serão utilizados de forma integrada pelos professores durante o período em que o material impresso será recomposto.
A Superintendência Pedagógica também reorganizou o planejamento das unidades escolares para que cada escola utilize os recursos já existentes, de acordo com a realidade de suas turmas, garantindo que nenhum conteúdo previsto para o ano letivo deixe de ser trabalhado.
A superintendente pedagógica da SMECEL, Lezi Silva, explica que o trabalho desenvolvido pelos professores vai muito além da utilização de uma apostila.
“O material didático é uma importante ferramenta, mas não é o único recurso utilizado em sala de aula. Nossos professores trabalham com planejamento, currículo, livros, atividades complementares e diversos recursos pedagógicos. Fizemos uma reorganização para que o segundo semestre aconteça normalmente, sem prejuízo ao processo de aprendizagem dos nossos estudantes.”
Outra medida adotada pela Secretaria será o fortalecimento da formação continuada de professores e coordenadores pedagógicos, em parceria com o Sistema de Ensino Maxi. Além das formações presenciais, os profissionais serão orientados a ampliar o uso da plataforma digital do sistema, que reúne livros digitais, atividades, avaliações, sequências didáticas, recursos interativos e ferramentas de apoio ao planejamento das aulas.
As escolas também foram orientadas a dialogar com pais e responsáveis no retorno às aulas, explicando como será conduzido o trabalho pedagógico durante o semestre e quais estratégias serão utilizadas para garantir o desenvolvimento dos estudantes.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, o momento exige planejamento e união de toda a comunidade escolar.
“O incêndio trouxe um desafio para a rede municipal, mas nossa prioridade sempre foi garantir que nenhum aluno fosse prejudicado. Reunimos nossas equipes, reorganizamos o planejamento pedagógico e estamos oferecendo todo o suporte necessário às escolas e aos professores. Temos uma rede preparada, profissionais comprometidos e diversos recursos educacionais que asseguram a continuidade das aulas com qualidade. Nosso compromisso é com a aprendizagem dos nossos estudantes.”
A Secretaria reforça que o currículo da Rede Municipal continuará sendo cumprido normalmente e que todas as ações foram planejadas para assegurar um segundo semestre organizado, com acompanhamento pedagógico permanente e foco na aprendizagem dos quase 40 mil estudantes da rede municipal de Várzea Grande.
Galeria de Fotos (6 fotos)
Andre luis/secom-vg
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Várzea Grande
Wanderley rebate Flávia Moretti e questiona decreto de calamidade financeira: “Não sei para onde está indo esse dinheiro”
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), contestou as declarações da prefeita Flávia Moretti (PL) sobre o decreto de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador afirmou que o Legislativo aprovou a ampla maioria das propostas encaminhadas pelo Executivo e negou que a Câmara tenha dificultado a administração municipal.
Segundo Wanderley, dos 50 projetos enviados pela Prefeitura no ano passado, 42 receberam aprovação imediata e outros seis foram aprovados após ajustes solicitados pelos vereadores. Apenas uma proposta foi rejeitada: a que previa elevar a alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de 2% para 5%.
“O projeto iria rebentar o empresário várzea-grandense, aquele que gera emprego e renda. A Câmara entendeu que o empresário não aguenta mais pagar imposto”, afirmou.
O presidente da Câmara também rebateu a alegação de que o Legislativo teria restringido a capacidade da Prefeitura de remanejar recursos do orçamento. De acordo com ele, em 2025 os vereadores autorizaram a movimentação de até 25% do orçamento municipal, o equivalente a cerca de R$ 500 milhões, além de aprovarem R$ 155 milhões em créditos suplementares. Para 2026, porém, o limite foi reduzido para 5%, aproximadamente R$ 112 milhões.
Conforme Wanderley, a mudança ocorreu após a análise do balanço financeiro encaminhado pela própria Prefeitura, que, segundo ele, apontou mais de R$ 113 milhões em restos a pagar acumulados pela atual gestão.
“O que assustou a Câmara foi o balanço que chegou mostrando R$ 113 milhões em restos a pagar. Depois disso, aprovamos 5% de remanejamento para este ano”, declarou.
Durante o pronunciamento, o vereador também fez críticas à situação dos serviços públicos e afirmou que o decreto de calamidade financeira evidencia falhas de planejamento administrativo.
“Uma gestão que praticamente só está pagando folha de pagamento, com pronto-socorro enfrentando falta de medicamentos, cidade suja e sem tapa-buracos. Isso é falta de planejamento. Eu nasci e me criei em Várzea Grande e nunca vi um decreto de calamidade financeira. Não sei para onde está indo esse dinheiro, e quero saber”, disse.
As declarações foram uma resposta ao vídeo publicado pela prefeita Flávia Moretti, no qual anunciou o decreto de calamidade financeira e afirmou que a Câmara estaria dificultando a gestão ao limitar os pedidos de remanejamento orçamentário. Já o presidente do Legislativo sustenta que o Parlamento tem aprovado as principais propostas do Executivo e atribui o atual cenário financeiro à condução da administração municipal.
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