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Secretário deixa audiência sobre o BRT após alegar risco de infarto durante debate na ALMT

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, interrompeu sua participação em uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após afirmar que o nível de tensão durante o debate poderia provocar um problema de saúde. A reunião tinha como objetivo discutir o andamento das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.

Durante a audiência, realizada na sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, o secretário demonstrou irritação e informou que não permaneceria para responder aos questionamentos dos parlamentares. Segundo ele, a equipe técnica da Sinfra ficaria responsável pelos esclarecimentos.

“Com todo o respeito, a minha equipe vai responder. Eu vou pedir licença, porque eu sou muito nervoso e isso vai me infartar. Tem muita coisa que eu quero falar, mas eu não vou falar. Vou pedir licença em nome da minha equipe, porque isso vai me enfartar”, declarou.

Antes de deixar o plenário, Marcelo de Oliveira ressaltou que havia levado técnicos da Secretaria de Estado de Infraestrutura para prestar todas as informações necessárias sobre a execução do projeto e responder às dúvidas apresentadas pelos deputados.

O secretário foi convocado para a audiência por iniciativa do deputado estadual Lúdio Cabral (PT). Entre os temas debatidos estavam os atrasos no cronograma das obras do BRT, além de questões técnicas envolvendo os contratos firmados entre o Governo do Estado e as empresas responsáveis pela execução do empreendimento.

Após a saída de Marcelo de Oliveira, o secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, Isaac Nascimento Filho, passou a conduzir os esclarecimentos e respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre o andamento das intervenções.

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Lúdio anuncia ação judicial e cobra respostas sobre atrasos e custos do BRT em Cuiabá e Várzea Grande

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) anunciou que irá ingressar com uma ação na Justiça para cobrar esclarecimentos sobre os atrasos nas obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande, além das suspeitas levantadas sobre possíveis irregularidades nos custos do empreendimento.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (15), após o parlamentar voltar a cobrar informações do Governo de Mato Grosso sobre o andamento da obra, que já possui mais de R$ 500 milhões em contratos. Lúdio também já apresentou uma representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que analisa questionamentos relacionados à contratação e aos valores destinados ao projeto.

Segundo o deputado, a fiscalização do andamento da obra é uma atribuição do mandato parlamentar e o Governo do Estado precisa apresentar respostas sobre os prazos de entrega e os custos envolvidos.

“É meu dever como deputado fiscalizar o andamento da obra e cobrar o cumprimento dos prazos. O governador Otaviano Pivetta precisa responder quando o BRT entra em operação para atender à população de Cuiabá e Várzea Grande. E no caso específico das obras que estão em andamento, responder às suspeitas fortes de superfaturamento na construção das estações do BRT. Porque as explicações apresentadas na convocação são absolutamente frágeis e insuficientes”, afirmou.

Durante audiência pública realizada na segunda-feira (13), convocada por Lúdio para discutir os problemas relacionados ao BRT, o secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, participou inicialmente da reunião, mas deixou o encontro no começo dos trabalhos. A equipe técnica da secretaria permaneceu para prestar esclarecimentos aos parlamentares.

O deputado voltou a questionar a diferença entre os valores inicialmente previstos para a construção das estações e os custos apresentados posteriormente pelo Governo do Estado. De acordo com Lúdio, o aumento precisa ser explicado de forma detalhada.

“Um edital para construir 77 estações prever um custo de R$ 68 milhões e, 2 meses depois, o mesmíssimo edital trabalhar com custo de R$ 120 milhões, e o governo estadual alegar que isso é por conta da espessura do vidro, do tipo de ar-condicionado, da quantidade de portas? Cada estação vai custar R$ 1,5 milhão no mínimo. Um ponto de ônibus custar R$ 1,5 milhão? Então eles precisam responder a isso”, disse.

Lúdio também criticou o tempo de execução do projeto e afirmou que a população de Cuiabá e Várzea Grande continua enfrentando dificuldades no transporte coletivo enquanto a obra não é concluída.

Segundo o parlamentar, parte significativa dos contratos do BRT foi realizada sem licitação, e os atrasos representam prejuízos para os usuários do sistema de transporte.

“Mauro Mendes foi eleito governador em 2018 com a promessa de resolver esse problema. Em 2020, ele anunciou a mudança do modal e disse que até dezembro de 2022 o BRT estaria pronto, entregue e funcionando para a população de Mato Grosso. As obras só foram começar em 2023. Já tem meio bilhão de recursos contratados apenas para o trecho 1. Faltam 40% da pavimentação e 99% das estações nesse trecho. Os terminais estão com 100% de atraso”, afirmou.

Para o deputado, a demora na conclusão do projeto representa uma falha na entrega de uma solução para a mobilidade urbana da região metropolitana.

“O atual governo fracassou em resolver esse problema, fracassou em realizar os direitos da população de Cuiabá e Várzea Grande no transporte público. Acima de toda essa questão que estamos debatendo está o drama da população trabalhadora de Cuiabá e Várzea Grande. São 8 anos de fracasso do atual governo com relação a essa obra do BRT”, concluiu.

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