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Sorrisenses compartilham práticas de cuidado em Saúde Mental em Congresso Internacional

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Sorriso conhecido por sua força no agronegócio, mostrou que também é uma potência quando o assunto é cuidado humanizado ao marcar presença no I Congresso Internacional de Novas Abordagens em Saúde Mental, realizado nos dias 19 e 20, no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá. A programação reuniu profissionais, gestores, estudantes e, principalmente, pessoas com suas próprias histórias de superação para a troca de conhecimentos sobre o cuidado em saúde mental.

As vozes que levaram a mensagem representando Sorriso, foram as de Lígia Souza Leite, que está à frente da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município, e Luciana Azevedo, coordenadora do Caps Integrar. Elas apresentaram as práticas bem-sucedidas implementadas no Município, destacando o compromisso da administração com a oferta de serviços de saúde mental humanizados e baseados na comunidade.

Para a coordenadora Lígia Souza Leite, pisar no palco do congresso foi mais do que apresentar dados; foi defender uma causa e reforçar a política pública desenvolvida no Município.

“Falar de saúde mental é falar de gente, de vida que pulsa nos bairros. A presença de Sorriso nesse evento representa o avanço na construção de uma rede de apoio sólida que respeite histórias, vínculos e a vida em sua integralidade, além de reafirmar o posicionamento de um Município que investe em políticas públicas de saúde eficazes promovendo não apenas tratamento, mas também acolhimento, inclusão e cidadania”, destacou.

O congresso é uma iniciativa do Centro Educacional de Novas Abordagens Terapêuticas (CENAT) em parceria com a International Mental Health Collaboration Network (IMHCN) e outras instituições. O objetivo principal do encontro foi debater estratégias de desinstitucionalização e fortalecer os serviços comunitários, visando a melhoria da qualidade de vida de pessoas em sofrimento psíquico.

Luciana Azevedo, coordenadora do Caps Integrar, complementou, ressaltando a importância do intercâmbio de informações. “Apresentar nossas ações em um evento de relevância internacional valida o trabalho que realizamos diariamente. Além disso, nos permite absorver novas práticas para aprimorar continuamente os serviços ofertados à população de Sorriso”, declarou.

No Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSij) INTEGRAR, em Sorriso, uma iniciativa tem se destacado por sua abordagem sensível e eficaz no tratamento de adolescentes: a Arteterapia. Utilizando a pintura em tela, o projeto oferece um caminho para que jovens, muitas vezes com dificuldades em verbalizar seus sentimentos, possam expressar suas emoções, angústias e descobertas através de cores e formas.

A oficina terapêutica, que acontece semanalmente, é um espaço de acolhimento para adolescentes de 12 a 18 anos. Muitos chegam ao grupo encaminhados pela psicologia por não conseguirem traduzir em palavras o sofrimento psíquico que vivenciam. É nesse ponto que a arte entra como uma ponte para o autoconhecimento.

“A arteterapia se tornou uma estratégia fundamental para nós. Vemos adolescentes que chegam com emoções ‘embotadas’, presas. Através da pintura, eles conseguem externalizar o que sentem de uma forma tangível. A arte legitima esses sentimentos e se torna uma potente ferramenta no processo terapêutico de cada um” “, explica Luciana.

As sessões são cuidadosamente planejadas. Realizadas tanto nas dependências do CAPSij quanto em áreas verdes da cidade, para estimular o contato com a natureza, os encontros reúnem grupos de até oito adolescentes. Com o tema da saúde mental como guia, eles têm a liberdade de pintar em tela de forma livre.

Após a conclusão das obras, um dos momentos mais ricos acontece: uma roda de conversa. Nela, cada jovem partilha o significado de sua arte, e o grupo ouve e reage, criando uma ressonância coletiva. “É incrível ver como a interação com a arte e com os colegas permite que eles compreendam melhor suas próprias dificuldades. “Eles não apenas se expressam, mas também desenvolvem habilidades cognitivas, motoras e sociais. A pintura se torna um recurso que facilita o nosso trabalho e, principalmente, o processo de cura deles”, relata Lígia.

Os resultados, segundo as coordenadoras, são visíveis. A iniciativa tem contribuído significativamente para o desenvolvimento psicossocial dos participantes, restabelecendo a comunicação e fortalecendo a autoestima. “O projeto oportuniza o avanço no entendimento das questões psíquicas, proporcionando novas experiências e descobertas. É a prova de que a atenção psicossocial humanizada, focada na singularidade de cada jovem, faz toda a diferença”, conclui Luciana Azevedo.

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“Tina, a ema que queria voar” será lançado nesta sexta-feira, dia 17

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Uma ema que quer voar! Cortar o ar com suas grandes asas e deixar um rastro no céu em meio às araras. Mas isso seria possível? É o que você vai descobrir ao ler “Tina, a ema que queria voar” escrito por três pares de mãos com criação da jornalista Claudia Lazarotto e os filhos Vicente Lazarotto Santos, 07 anos, e Lino Joaquim Lazarotto Santos, 11 anos de idade. O livro, que traz o sonho de Tina e também um pouco de sua rebeldia diante do mundo, será lançado no dia 17 de abril, às 19h30, na Praça da Juventude.

“Tina é uma narrativa simples e sob à ótica infantil em que a personagem principal, uma ema, desafia seus próprios limites ao mesmo tempo em que descobre que apesar de ser uma ave e ter asas cada ser é único e com particularidades próprias”, explica a autora.

Esse é o segundo livro escrito pelo trio. O primeiro, “As aventuras de Abelita: o mundo pelos olhos de uma abelha e dois meninos””, foi publicado em outubro de 2025 e retrata uma série de aventuras vividas pelas crianças em conjunto com a personagem principal, a abelha Abelita.

Claudia pontua que a contação diária de histórias iniciou quando descobriu a gravidez de Lino. “A partir daquele momento inventei uma personagem para começar a contar histórias para ele, ainda na gestação, cada noite era uma situação diferente”, conta. Conforme o filho cresceu, passou a interferir no destino dos personagens, criando novas narrativas. Com o nascimento do irmão, naturalmente ele o incorporou.

“Pelo incentivo de ouvir e contar histórias, desde pequenos ambos criam seus próprios livros em folhas de ofício, cadernos usados. O Lino escreve, o Vicente faz as ilustrações”, detalha a mãe. “Eu gosto de ler. Você pode entrar em qualquer mundo lendo, o livro te transporta”, frisa Lino. “E dá pra ler vendo as imagens também, eu preciso das histórias da minha mãe pra pegar no sono”, confidencia, bem baixinho, Vicente.

A mãe relata que, por ela mesma gostar de ler e escrever, achou que devia incentivar os meninos nessa aventura. “Ano passado quando vi o edital do Promic aberto inscrevi a história do Lino, nesse ano, o Vicente soma suas ideias à empreitada”, diz.

Claudia acrescenta que espera que a iniciativa sirva de inspiração para outras crianças se aventurarem no mundo da escrita. “O livro é uma forma da criança sair das telas e ir para o mundo da imaginação sob um outro roteiro, no tempo dela, de uma forma mais calma”, acrescenta.

Vale lembrar que “Tina, a ema que queria voar” é um dos vários projetos de literatura aprovado no Edital de Seleção de Projetos Culturais n.º 003/2025/Secretaria de Cultura/Promic.

Serviço:

O que: lançamento da obra infantil Tina, a ema que queria voar

Quando: 17 de abril de 2026

Local: Praça da Juventude

Horário: 19h30

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