Saúde
Copinha reúne alunos da zona rural em dia de esporte, integração e aprendizado
Saúde
Os alunos da Escola Municipal de Educação Básica Bianka Lorena da Rocha Capilé, localizada no Assentamento Sadia III, na zona rural, participaram de uma programação especial inspirada na Copa do Mundo. Ao longo do mês, os estudantes desenvolveram pesquisas sobre países participantes do torneio, abordando aspectos como cultura, costumes, gastronomia e curiosidades. Nesta sexta-feira (27), as atividades foram encerradas com a realização da primeira “Copinha” da escola, reunindo todas as turmas em um momento de integração por meio do esporte.
A diretora da unidade, Eunice da Silva Araújo, comemorou o sucesso da iniciativa e destacou o envolvimento dos estudantes e da comunidade escolar.
“Hoje realizamos a nossa primeira Copinha, e todos os alunos participaram da recreação, que contou com jogos entre as turmas de todas as séries. Foi um momento de descontração, integração e comemoração. Ficamos muito felizes também com a presença dos servidores da Secretaria Municipal de Educação, que vieram prestigiar o nosso evento”, afirmou.
Segundo a diretora, apesar de estar localizada na zona rural, a escola desenvolve todos os projetos pedagógicos propostos pela Secretaria Municipal de Educação, assim como as demais unidades da rede.
“Os nossos alunos pesquisaram sobre os países participantes da Copa do Mundo, suas culturas, costumes e culinária. Depois, promovemos um dia de apresentação dos trabalhos e, por fim, realizamos a Copinha, que era o momento mais esperado por eles”, ressaltou.
Representando a secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, que cumpria outra agenda, a professora Benedita Ponce, responsável pelo setor de Mediação, levou uma mensagem aos participantes.
“Trago o abraço da nossa secretária e o reconhecimento pelo excelente trabalho desenvolvido por esta escola. Essa programação é a culminância de todas as atividades realizadas durante o mês. Mesmo distante da área urbana, a unidade executa com dedicação todos os projetos propostos, e esse momento esportivo é tão importante para a formação dos alunos quanto os conteúdos trabalhados em sala de aula”, destacou.
O superintendente de Esporte, Admilson Piranha, também ressaltou a importância da prática esportiva na formação dos estudantes.
“O esporte é uma ferramenta poderosa para promover valores como respeito, ética, disciplina e inclusão. Nossos alunos aprendem desde cedo que cuidar do corpo e praticar atividades físicas é fundamental para uma vida saudável”, afirmou.
Ele anunciou ainda que a Secretaria estuda ampliar as ações esportivas na unidade escolar.
“Estamos alinhando com a direção da escola a criação de uma programação semanal para que nossos professores de Educação Física desenvolvam modalidades como voleibol, futebol e corrida com os estudantes, fortalecendo ainda mais o esporte na comunidade escolar”, concluiu.
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Saúde
Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo
O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.
De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.
A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.
Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.
Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.
Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).
No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.
A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.
“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.
A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.
Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.
Fonte: ALMT – MT
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