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Polícia Civil desarticula “escritório do crime” durante investigação de desmanche em Jaciara
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A Polícia Civil desarticulou, na tarde da última quinta-feira (20.2), um “escritório do crime” instalado em uma residência no bairro Vila Santo Antônio, em Jaciara. O local foi encontrado durante investigações iniciadas para apuração de um desmanche de veículos recentemente descoberto na cidade.
A equipe da Delegacia de Jaciara estava em apuração a furtos de caminhões e à atuação de um grupo criminoso na cidade quando identificou um veículo diretamente vinculado aos fatos apurados, que estava sendo utilizado pelo grupo criminoso.
Durante as investigações, os policiais chegaram a um imóvel na zona industrial de Jaciara, apontado como desmanche de veículos, em que foi constatada intensa movimentação suspeita, inclusive com a atuação de possível “olheiro”, além da presença de veículos citados em boletins de ocorrência como sendo utilizados em crimes na cidade.
Diante da suspeita, a equipe realizou a entrada no imóvel, onde foram encontrados dois homens, de 19 e 20 anos. Os policiais ainda localizaram cocaína, grande quantidade de cigarros de origem estrangeira, uma arma de fogo calibre .38, dinheiro e celulares. A droga estava embalada em porções para distribuição e venda e parte dela enterrada no chão para ocultação.
Todo o material foi apreendido, assim como três veículos que estavam no local, um Fiat Mobi alugado, que vinha sido usado para furtos, um VW Voyage e uma Fiat Strada.
Segundo o delegado José Ramon Leite, responsável pela investigação do caso, o imóvel funcionava como núcleo operacional do grupo criminoso, servindo para armazenamento de drogas, guarda de veículos suspeitos, fracionamento de entorpecentes e articulação de práticas ilícitas.
Os homens encontrados no imóvel foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, contrabando e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
“A Polícia Civil reforça que a ação integra estratégia contínua de enfrentamento às facções criminosas e combate qualificado ao tráfico de drogas e aos crimes patrimoniais no município de Jaciara”, afirmou o delegado José Ramon Leite.
As investigações prosseguem para identificação de outros envolvidos e aprofundamento das responsabilidades penais.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados
A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.
Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.
A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.
“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.
A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.
Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.
A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.
“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.
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