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Polícia Civil de MT participa de operação nacional contra o tráfico de drogas interestadual

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), deflagrou nesta terça-feira (16.9), em apoio à Polícia Civil de Goiás, a Operação Forasteiros, para desarticular uma facção voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, vinculada a facções que atuam em nível interestadual.

As investigações identificaram que o grupo criminoso utilizava “mulas” para transportar drogas oriundas dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia, com destino a Goiás, abastecendo diferentes pontos de distribuição de entorpecentes na região.

Em Mato Grosso, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, no endereço alvo no bairro Jardim Imperial, que resultou na prisão de um suspeito investigado.

Ao todo na Operação Forasteiros foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva contra indivíduos apontando como liderança do grupo, além de bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2,5 milhões em contas bancárias, indisponibilidade de imóveis, veículos, objetos de luxo e quaisquer bens de valor relacionados aos investigados.

As ordens judiciais foram cumpridas em cinco estados: Goiás (cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo, Trindade e Águas Lindas de Goiás), em Mato Grosso (cidade de Cuiabá); em Mato Grosso do Sul (cidade de Campo Grande); Na Bahia (Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas) e no Paraná (cidade de Foz do Iguaçu).

Integração

A Operação Forasteiros contou com apoio integrado das Polícias Civis dos cinco Estados Federativos, por meio das respectivas delegacias especializadas de repressão ao narcotráfico.

Cerca de 180 policiais civis participaram do trabalho reforçando o caráter interestadual e a complexidade da ação.

De acordo com o delegado titular da Denarc de Cuiabá, Wilson Cibulskis, a ação representa um marco no enfrentamento ao tráfico de drogas interestadual, atingindo diretamente a estrutura financeira e operacional da organização criminosa investigada. “Neste momento o objetivo é desarticular os mecanismos de lavagem de dinheiro e interromper a atuação de lideranças ligadas a facções”, destacou o delegado.

 

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Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados

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A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.

Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.

A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.

“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.

A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.

Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.

A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.

“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.

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