Mato Grosso
“Mato Grosso vai impressionar cada vez mais o Brasil”, afirma Mauro Mendes
Mato Grosso
O governador Mauro Mendes afirmou que Mato Grosso vai impressionar cada vez mais o Brasil com grandes eventos como o da Stock Car.
Na noite deste sábado (15.11), foi realizada a primeira corrida noturna da história da Stock Car no país, no Autódromo Internacional do Estado, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
O evento reuniu público de mais de 25 mil pessoas, com ingressos distribuídos gratuitamente pelo Governo do Estado.
“Nosso estado, que é muito conhecido pelo agronegócio, agora passa a ser reconhecido também por fazer grandes eventos. O show do Guns N’ Roses há poucos dias, agora esse espetáculo do automobilismo… e tem muita coisa por vir. Mato Grosso vai cada vez mais impressionar o Brasil”, relatou.
A pista, inaugurada para a etapa, é a primeira do Brasil com iluminação completa para competições. São 4,5 km de extensão, 13 curvas e duas retas — de 670 m e 750 m — seguindo normas das federações internacionais de automobilismo e motociclismo.
A iluminação conta com 128 torres metálicas e 768 refletores. Além da Stock Car, o público assistiu às corridas do TCR South America Banco BRB, TCR Brasil Banco BRB e Turismo Nacional.
“Muitos profissionais e até os pilotos disseram que esse é um dos melhores autódromos agora do Brasil, e com potencial, quem sabe, de estar entre os melhores do mundo. Chegaram a comparar com pistas consagradas como de Dubai e de Bahrein”, contou.
O governador reforçou que as obras no autódromo continuam para que algumas estruturas montadas de forma provisória para o evento se tornem definitivas.
“Nós vamos agora, nas próximas etapas, terminar as obras civis: os boxes definitivos, camarotes, centro médico, torre de controle, as próprias arquibancadas, que serão definitivas. E isso vai acontecer num prazo aproximado de um ano, sempre querendo performar dentro daquilo que estabelece o contrato. Teremos o maior prazer em receber a Stock Car de volta e outras categorias, porque foi um espetáculo para nós”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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