Mato Grosso
Evento do Governo de MT que homenageia a infância, Dia do SER Família Criança começa nesta quarta-feira (8)
Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso dá início, nesta quarta-feira (8.10), ao Dia do SER Família Criança, uma homenagem ao mês das crianças. O evento, realizado na Arena Pantanal, é uma iniciativa idealizada pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e executada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Por cinco dias, a Arena será transformada em um espaço com o tema Jornada no Safári. O evento reunirá shows musicais, parque de diversões, oficinas recreativas, atividades culturais, feira de artesanatos e praça de alimentação, em um ambiente lúdico e acolhedor.
No dia 8, o evento será para crianças de escolas públicas e entidades cadastradas. A abertura oficial será realizada às 14h. De 9 a 12 de outubro, o evento será aberto ao público em geral, sempre das 18h às 22h, com dois shows por noite, às 19h e 21h.
Ao falar da ação, Virginia Mendes destacou que cada detalhe foi pensado com amor para tornar o momento inesquecível.
“O Dia do SER Família Criança é uma celebração da vida e da esperança. Queremos que cada criança viva um dia mágico, repleto de alegria e encantamento. Pensamos em tudo com muito carinho, porque acreditamos que cuidar da infância é plantar o futuro. Que Deus nos abençoe e, se Ele quiser, estaremos juntos a vocês para celebrar”, afirmou a primeira-dama.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, reforçou que o evento reúne diversas frentes de ação e foi planejado para oferecer lazer, cidadania e acolhimento às famílias.
“Teremos muitas ações ocorrendo ao mesmo tempo, entre elas a Jornada no Safári, que cria um ambiente lúdico e educativo para as crianças. A proposta é unir diversão, cultura e acesso a serviços, garantindo um espaço de convivência saudável para toda a família. É um evento que celebra a infância, mas também fortalece o papel da cidadania e da inclusão social”, destacou o secretário.
Além das atividades culturais e recreativas, o público contará com o Mutirão da Cidadania, que levará serviços gratuitos, como emissão de documentos, atendimentos do Procon-MT, orientações sociais e outras ações voltadas à promoção da cidadania e inclusão social.
Serviço | Dia do SER Família Criança na Arena Pantanal
08 de outubro – a partir das 14h (exclusivo para escolas e entidades cadastradas)
09 a 12 de outubro – aberto ao público das 18h às 22h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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