Mato Grosso
Cantora Estela Ceregatti faz show gratuito para lançar álbum contemplado em edital da Secel
Mato Grosso
A cantora mato-grossense Estela Ceregatti realiza, neste domingo (29.6), às 19h, o show de estreia do álbum Do Rio para o Mar, que foi selecionado no edital Viver Cultura (edição Lei Paulo) da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O espetáculo gratuito ocorre no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
Do Rio para o Mar marca mais uma fase de maturidade e experimentação da artista, com um repertório que mescla MPB, regionalidade e poesia em forma de música. O show de estreia conta com participações especiais de Pacha Ana, Nathally Sena, Cris Chaves e Jhoana Ceregatti.
“Esse show é mais do que uma estreia, é a materialização de um processo profundo, coletivo e muito sensível. Cada canção tem uma história, uma emoção, uma força. Quero que as pessoas sintam essa energia, esse fluxo que vai do rio até o mar, e que a gente se conecte por meio da música”, destacou Estela.
O álbum completo, com 11 faixas, já está nas plataformas digitais desde o dia 20 de junho. Entre as músicas, estão a releitura da icônica “Na Chapada”, de Tetê Espíndola e Carlos Rennó, e o single já lançado “Salve, Mato Grosso”, parceria com Pacha Ana e Coral Desvendar.
A faixa-título, “Do Rio para o Mar”, nasceu do primeiro encontro de sua filha, Jhoana, com o mar, em Salvador, e foi composta em parceria entre mãe e filha, em um momento que a artista classifica como inesquecível.
Além da temática das águas como elemento central, o álbum também reverencia entidades como Yemanjá e Oxum, e traz colaborações com artistas de diferentes regiões.
Entre as canções estão composições criadas em Belém, como a parceria com Christopher Chaves, inspirada pela Baía do Guajará, e canções nascidas em La Paz, durante uma turnê em que a artista representou Mato Grosso. Em Cuiabá, surgiram colaborações com a historiadora, atriz e cantora Nathally Sena, além da parceria com Dani Paula.
Os ingressos para o espetáculo de estreia já estão esgotados. Para acompanhar a disponibilidade, acesse aqui.
Sobre Estela Ceregatti
Natural de Cuiabá, Estela Ceregatti é cantora, compositora, instrumentista, produtora musical e professora de canto. Reconhecida nacionalmente, já venceu prêmios como o Grão de Música (SP), o Music Pro Awards (DF) e o Funarte Retomada. Com uma carreira marcada por apresentações em festivais e concertos, Estela representa Mato Grosso com canções que entrelaçam poesia, cultura e natureza.
Além de se dedicar à sua carreira solo e representar Mato Grosso em diversos festivais nacionais e internacionais, a artista tem participação efetiva em concertos com orquestras e outros grupos locais, seja como “cantautora”, como ela mesmo se define, ou intérprete.
O álbum
Gravado em outubro de 2024, o álbum tem produção musical de André Magalhães e Jhon Stuart, que também assina os arranjos instrumentais. A direção artística e os arranjos vocais são da própria Estela, que constrói uma narrativa atravessada por memórias afetivas, ancestralidade e experiências vividas em diferentes territórios.
A produção artística é assinada por Estela Ceregatti e Nathally Sena, com produção executiva de Irene Palácio, Ênio Castilho e Gislene Castilho, identidade visual de Fred Gustavos e fotografia de Henrique Santian. Já a direção artística e os arranjos vocais são da própria Estela, que tece uma narrativa rica em memórias afetivas, ancestralidade e experiências vividas em diversos lugares.
“Do Rio para o Mar” também foi contemplado pelo edital FUNARTE Retomada, que representa a região Centro-Oeste. Trata-se do sexto álbum da carreira da artista, além de Monofoliar (2013); Simbiose (2015); AR (2017; Cacica (2022) e Terra Força Mulher (2022). Lembrando que ainda está por vir, o álbum “Fogo”.
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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