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Aplicativo lista e ensina receitas da culinária ancestral baiana

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Várias delícias da culinária ancestral baiana, muitas delas presentes no nosso dia a dia, além das histórias ligadas aos pratos, agora podem ser acessadas gratuitamente no aplicativo e no site “Guia Culinária Afro-Baiana”, que será lançado logo mais, às 19h, na Casa Zumvi, no Rio Vermelho, em Salvador.

O evento contará com um bate-papo sobre “Contribuições africanas para a culinária da Bahia”, com o idealizador do projeto, o pesquisador e doutor em Estudos Étnicos e Africanos, Wagner Rocha.

O guia digital reúne receitas de 31 pratos, onde comê-los e a história dessas iguarias que fazem parte da cultura alimentar. A ideia é conectar saberes, sabores e histórias de quem faz da comida uma forma de existir.

Wagner acredita que o aplicativo contribuirá para a preservação do patrimônio cultural representado pelas comidas e receitas que compõem a culinária brasileira.

“E que o guia surge como essa ferramenta para popularizar esse saber, para tornar esse conhecimento cada vez mais acessível, e que as histórias dos cadernos de receita de mãezinha, de minha avó, das minhas tias, as comidas que eu lembro na infância, das festas populares da Bahia, elas continuem sendo preservadas, especialmente nos restaurantes e estabelecimentos dos bairros, das comunidades periféricas, das periferias de Salvador e de todo o Brasil.”, diz.

Wagner destaca que o novo guia tem também o papel de desmistificar histórias sobre alguns pratos.

“É muito recorrente entre o público em geral imaginar que as comidas à base de vísceras, elas surgiram nas senzalas, a partir dos povos escravizados, utilizando as sobras dos alimentos preparados nas casas-grandes, quando, na verdade, muitas dessas comidas têm origem na Península Ibérica, na Europa. O sarapatel, por exemplo, vem do zarapatel, uma comida espanhola. A feijoada não surgiu nas senzalas. A técnica de cozimento também tem muito a ver com a culinária portuguesa”, fala.

Tanto o aplicativo quanto o site têm interação totalmente intuitiva, com a navegação dependendo do interesse do usuário. Nos destaques do dia, é possível ver fotos dos pratos, descrições e tags culinárias. Já nos verbetes culturais, são contadas a história, a origem e o significado cultural de cada receita. Em outro link, é possível acessar o preparo detalhado com ingredientes, tempo para produção, dificuldade e passo a passo completo.

Para quem quer só saborear e aproveitar as delícias, a plataforma traz os eventos gastronômicos e restaurantes que preservam a tradição culinária, funcionando como um roteiro para quem quer conhecer a gastronomia baiana com influências africanas e indígenas.

*Com produção de Luciene Cruz


Fonte: EBC Cultura

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Exposição Reinado do Riso abre hoje na Caixa Cultural de Fortaleza

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Depois de passar por Brasília e Recife, a exposição gratuita “Reinado do Riso” abre para visitação do público nesta quarta-feira (22), na Caixa Cultural, em Fortaleza. 

A mostra reúne trabalhos que dão um panorama da diversidade das culturas populares brasileiras, tendo como recorte a presença do riso e da comicidade nas festas e brincadeiras populares das cinco regiões do país.

São coleções de fantasias, mamulengos, fantoches, esculturas em madeira, pinturas e fotografias que concretizam e registram como o riso e a brincadeira contribuem com a manutenção das nossas festas populares como Carnaval, Folia de Reis, Bumba Meu Boi, circo, teatro de bonecos, literatura de cordel, entre outras. A exposição também joga luz sobre como a comicidade presente nas obras dos artistas são também uma forma de denúncia, resistência e crítica.

Em Fortaleza, a exposição incluiu um núcleo dedicado ao humor cearense, composto por gravações de histórias e causos relacionados à tradição oral do estado, ampliando a conexão da mostra com referências culturais locais.

A exposição “O Reinado do Riso” aconteceu pela primeira vez em 2012, no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Rio de Janeiro. Este ano, a mostra ganhou nova expografia, com curadoria do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular.

Depois de Fortaleza, a expectativa é que a nova montagem circule até o final de 2028 pelas demais unidades da Caixa Cultural em Salvador, Belém, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Na capital cearense as obras ficarão em exposição até o dia 11 de outubro.


Fonte: EBC Cultura

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