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Prefeitura e concessionária de transporte público chegam ao consenso  

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Acordo será firmado ainda nesta semana. Na reunião de ontem, no TCE, as partes entraram em consonância sobre pagamento de dívidas e quanto às exigências de melhoria na prestação do serviço aos usuários

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), reuniu-se, pela segunda vez, com a Mesa Técnica do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE MT) em busca de acordo com a empresa concessionária de transporte público municipal, a União Transportes, ontem (6).

Ambas as partes chegaram a um acordo verbal que pode ser oficializado/assinado ainda nesta semana. Durante a reunião, o Município apresentou um acordo para quitar dívida acumulada de anos com a concessionária no valor aproximado de R$ 20 milhões.

Além disso, na primeira reunião, no mês passado, a Prefeitura pediu para que a empresa renovasse a frota, passasse a idade média dos veículos para cinco anos, equipasse 80% da frota com ar-condicionado, 100% da frota monitorada por câmeras e GPS para fiscalização dos veículos e segurança dos usuários, 100% com internet wifi, identificação de cores de linhas exclusivamente municipal, entre outras melhorias.

“Estamos lutando por melhorias ao nosso Município e à nossa população. Uma das principais reclamações que recebemos diz respeito ao transporte público. Queremos um transporte eficaz, moderno e confortável. Por isso, enquanto não pudermos realizar uma nova concessão, vou cobrar da atual empresa que preste um serviço adequado”, declara Moretti. E conforme ratificou Moretti, o acordo a ser assinado é justamente “o consenso entre o pagamento de dívidas que herdamos junto à empresa e as exigências que estamos fazendo para melhorar o serviço em Várzea Grande”.

Participaram da reunião, o secretário municipal de Gestão Fazendária, Marcos José da Silva, o Procurador-Geral do Município, Maurício Magalhães, o subsecretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton. Também marcaram presença os vereadores Bruno Rios e Caio Cordeiro (ambos do PL).

“Nossa missão é garantir que o várzea-grandense tenha o melhor serviço possível até que realizemos o plano de mobilidade urbana de Várzea Grande e o novo processo de concessão”, declara a prefeita.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Lúdio anuncia ação judicial e cobra respostas sobre atrasos e custos do BRT em Cuiabá e Várzea Grande

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) anunciou que irá ingressar com uma ação na Justiça para cobrar esclarecimentos sobre os atrasos nas obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande, além das suspeitas levantadas sobre possíveis irregularidades nos custos do empreendimento.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (15), após o parlamentar voltar a cobrar informações do Governo de Mato Grosso sobre o andamento da obra, que já possui mais de R$ 500 milhões em contratos. Lúdio também já apresentou uma representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que analisa questionamentos relacionados à contratação e aos valores destinados ao projeto.

Segundo o deputado, a fiscalização do andamento da obra é uma atribuição do mandato parlamentar e o Governo do Estado precisa apresentar respostas sobre os prazos de entrega e os custos envolvidos.

“É meu dever como deputado fiscalizar o andamento da obra e cobrar o cumprimento dos prazos. O governador Otaviano Pivetta precisa responder quando o BRT entra em operação para atender à população de Cuiabá e Várzea Grande. E no caso específico das obras que estão em andamento, responder às suspeitas fortes de superfaturamento na construção das estações do BRT. Porque as explicações apresentadas na convocação são absolutamente frágeis e insuficientes”, afirmou.

Durante audiência pública realizada na segunda-feira (13), convocada por Lúdio para discutir os problemas relacionados ao BRT, o secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, participou inicialmente da reunião, mas deixou o encontro no começo dos trabalhos. A equipe técnica da secretaria permaneceu para prestar esclarecimentos aos parlamentares.

O deputado voltou a questionar a diferença entre os valores inicialmente previstos para a construção das estações e os custos apresentados posteriormente pelo Governo do Estado. De acordo com Lúdio, o aumento precisa ser explicado de forma detalhada.

“Um edital para construir 77 estações prever um custo de R$ 68 milhões e, 2 meses depois, o mesmíssimo edital trabalhar com custo de R$ 120 milhões, e o governo estadual alegar que isso é por conta da espessura do vidro, do tipo de ar-condicionado, da quantidade de portas? Cada estação vai custar R$ 1,5 milhão no mínimo. Um ponto de ônibus custar R$ 1,5 milhão? Então eles precisam responder a isso”, disse.

Lúdio também criticou o tempo de execução do projeto e afirmou que a população de Cuiabá e Várzea Grande continua enfrentando dificuldades no transporte coletivo enquanto a obra não é concluída.

Segundo o parlamentar, parte significativa dos contratos do BRT foi realizada sem licitação, e os atrasos representam prejuízos para os usuários do sistema de transporte.

“Mauro Mendes foi eleito governador em 2018 com a promessa de resolver esse problema. Em 2020, ele anunciou a mudança do modal e disse que até dezembro de 2022 o BRT estaria pronto, entregue e funcionando para a população de Mato Grosso. As obras só foram começar em 2023. Já tem meio bilhão de recursos contratados apenas para o trecho 1. Faltam 40% da pavimentação e 99% das estações nesse trecho. Os terminais estão com 100% de atraso”, afirmou.

Para o deputado, a demora na conclusão do projeto representa uma falha na entrega de uma solução para a mobilidade urbana da região metropolitana.

“O atual governo fracassou em resolver esse problema, fracassou em realizar os direitos da população de Cuiabá e Várzea Grande no transporte público. Acima de toda essa questão que estamos debatendo está o drama da população trabalhadora de Cuiabá e Várzea Grande. São 8 anos de fracasso do atual governo com relação a essa obra do BRT”, concluiu.

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