Várzea Grande
Mutirão Acelera Saúde VG traz cirurgia inédita e mais outros cinco procedimentos
Várzea Grande
Existem pacientes em espera desde 2017, ou seja, há oito anos. Programa de gestão tem como alvo pacientes já cadastrados no SUS, que passaram por consulta médica, foram encaminhados para o especialista, mas estavam sem acesso aos procedimentos cirúrgicos
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lançou ontem, 1º de agosto, o Mutirão Acelera Saúde VG. Como explicou a prefeita Flávia Moretti (PL), o Acelera VG Saúde é um programa de gestão que tem como principal objetivo reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas e garantir mais agilidade no atendimento à população.
Com previsão de atender aproximadamente 700 pacientes apenas neste mês, o mutirão contempla procedimentos cirúrgicos em diversas especialidades e oferta um procedimento inédito: cirurgia pediátrica.
• Cirurgia geral
• Ortopédicas
• Pediátricas
• Bariátricas
• Oftálmicas
• Ginecológicas
Onde as cirurgias serão realizadas?
As unidades hospitalares envolvidas na realização dos procedimentos são:
– Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande
Cirurgias: Pediátricas (inéditas na unidade), ortopédicas, gerais e de quadril.
. Hospital Santa Rita
Cirurgias: Bariátricas, gerais e histerectomia.
. Maternidade Municipal
Cirurgias: Histerectomia.
. Centro Mato-grossense de Oftalmologia
Cirurgias: Oftalmológicas.
Quem são os pacientes contemplados?
São aqueles já cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS), que passaram por consulta médica, foram encaminhados para o especialista e agora aguardam na fila pela realização do procedimento cirúrgico. Alguns pacientes estão na fila desde 2017.
A Secretaria possui uma lista organizada e, com o mutirão, está entrando em contato com os pacientes para agendar as avaliações pré-operatórias e, posteriormente, as cirurgias.
Atenção às ligações!
Os contatos com os pacientes estão sendo feitos por telefone. A Secretaria orienta que os munícipes atendam ligações de números desconhecidos, pois podem ser prestadores de serviço da saúde agendando consultas ou exames.
Em breve, será implantado um 0800 (call center) para facilitar a comunicação direta com os pacientes. A Secretaria reforça a necessidade de atualização cadastral: número de telefone, endereço e demais informações.
Atualize seus dados!
Pacientes que estão aguardando procedimentos devem procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência para atualizar seus dados. A falta de informação atualizada está dificultando o contato e, consequentemente, a realização do procedimento que o paciente tanto precisa.
A dificuldade
A equipe da Secretaria Municipal de Saúde tem encontrando grande dificuldade em contatar pacientes. Para ser ter uma ideia desse desafio, na fila de cirurgia pediátrica, por exemplo, constam 45 pacientes, a prestadora conseguiu contato com apenas 12.
“Essa ausência gera desperdício de tempo, recursos públicos e vagas que poderiam ser aproveitadas por outros pacientes”, ressalta Erika Carvalho, subsecretaria de saúde.
Compromisso com a população
Segundo a secretária Deisi Bocalon, o Mutirão Acelera Saúde VG não termina em agosto. A iniciativa continuará pelos próximos meses, até que a fila de espera,de anos, seja reduzida de forma significativa.
“Quando assumi a gestão, me deparei com uma fila enorme de pacientes aguardando por procedimentos. Pessoas que estavam sofrendo, que convivem diariamente com dor, limitações, insegurança e medo. E isso me tocou profundamente, porque sou enfermeira, sou da área, conheço a realidade do SUS de perto. Sei exatamente o que significa esperar uma cirurgia que nunca chega, mas que agora vai chegar em Várzea Grande”, celebra Bocalon.
Várzea Grande
CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande
A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.
A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.
Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.
“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.
Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.
O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.
Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.
“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.
NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.
Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.
A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.
Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.
“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.
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