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Guarda Municipal age com rapidez e apreende adolescente que matou o tio

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Na manhã deste sábado (21), uma ação rápida e eficiente da Guarda Municipal de Várzea Grande resultou na apreensão de um adolescente de 15 anos suspeito de cometer um homicídio no bairro Ipase.

De acordo com informações, a guarnição foi acionada para atender a ocorrência em uma residência da região, onde um homem de 45 anos havia sido atingido por golpes de faca. Familiares e vizinhos prestaram socorro imediato à vítima, encaminhando-a ao Pronto-Socorro de Várzea Grande. No entanto, ele já chegou à unidade sem sinais vitais.

Assim que chegaram ao local, os GM’s iniciaram diligências pela região e, em um curto espaço de tempo, conseguiram identificar e localizar o suspeito. Ao perceber a aproximação da viatura, o adolescente tentou fugir, correndo para dentro de um estabelecimento comercial após descartar a faca utilizada no crime, jogando-a no chão.

A guarnição realizou o acompanhamento e conseguiu abordar o jovem dentro do estabelecimento, efetuando sua detenção. Ele foi encaminhado à delegacia para as providências legais cabcabíveis.

Segundo relatos preliminares, após o crime, o adolescente ainda teria lavado a faca utilizada na pia da residência antes de deixar o local, evidenciando frieza na conduta. Durante a abordagem, ele apresentou falas desconexas, alegando que o ato teria sido motivado por desavenças familiares, afirmando que o tio frequentemente discutia com sua mãe, versão contestada por outros familiares.

O adolescente residia na casa da vítima, que detinha sua guarda. Familiares ainda tentam compreender as circunstâncias e motivações que levaram ao crime.

A ocorrência reforça a importância da atuação ostensiva e da pronta resposta da Guarda Municipal, que, mais uma vez ao agir com rapidez na localização e apreensão do suspeito.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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