Várzea Grande

Capacitação fortalece conhecimento e valoriza papel dos Agentes na Saúde  

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“Eles são o elo entre a comunidade e a saúde pública, e quanto mais preparados estiverem, maior será o impacto positivo no cuidado junto à população”

Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE) de Várzea Grande acabam de participar de uma importante capacitação do programa “Mais Saúde com Agente”, promovido pelo Ministério da Saúde, e que tem como objetivo qualificar os profissionais que atuam na linha de frente do cuidado com a população. O evento foi realizado na Faculdade Uniceib, durante todo dia de ontem (21).

Com cerca de 165 inscritos, sendo 140 ACS e 25 ACE, o curso alia teoria e prática para fortalecer o trabalho dos agentes no acompanhamento das famílias, na prevenção de doenças e na promoção da saúde. Durante a capacitação, os participantes receberam orientações atualizadas sobre imunização em todas as fases da vida: de crianças e adolescentes até adultos, gestantes e idosos.

Segundo a enfermeira e preceptora Wérika Weryanne, enfermeira e responsável técnica do programa Saúde da Mulher, essa atualização constante é fundamental para que os profissionais possam oferecer um atendimento cada vez mais qualificado. “O curso proporciona aos agentes uma visão ampla e aprofundada sobre o calendário vacinal e sobre a importância da imunização. Eles são o elo entre a comunidade e a saúde pública, e quanto mais preparados estiverem, maior será o impacto positivo no cuidado junto à população”, destacou.

Além do conteúdo teórico, os alunos participaram de atividades práticas supervisionadas por sete preceptores municipais, entre eles enfermeiros, médicos e assistentes sociais. Para a enfermeira Raquel Picolo, enfermeira e responsável técnica do programa Educação permanente e IST’s, que também atua como preceptora, a troca de experiências tem sido enriquecedora.

“É gratificante acompanhar o empenho dos agentes e ver como eles aplicam o conhecimento adquirido no dia a dia. Isso reflete diretamente na prevenção de doenças e na melhora dos indicadores de saúde do Município”, afirmou.

Durante o encontro, os profissionais participaram de um quiz interativo, valendo prêmio, sobre imunização, que reforçou a importância de manter os esquemas vacinais atualizados e o papel estratégico dos ACS e ACE na conscientização da população.

O curso vai além da imunização: os conteúdos também abrangem saúde mental, prevenção de doenças crônicas, equidade, saúde ambiental, práticas integrativas, segurança alimentar e atenção às populações vulneráveis. A proposta é formar profissionais cada vez mais completos, preparados para enfrentar diferentes desafios no território onde atuam.

Ao investir na educação permanente, a Prefeitura de Várzea Grande reafirma seu compromisso com uma saúde pública de qualidade. A expectativa é que, com agentes mais capacitados, a cobertura vacinal aumente e a população tenha acesso às informações seguras e orientações confiáveis.

“Esses profissionais são fundamentais para levar conhecimento, acolhimento e prevenção até as famílias. O fortalecimento da Atenção Primária passa por eles, e essa capacitação é um passo importante para salvar mais vidas por meio da imunização”, explicou o Superintendente da Atenção Básica, Márcio Frederico.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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