Sorriso
Reunião entre Prefeitura, IFMT e Empaer busca construção de projetos para agricultura familiar em Sorriso
Sorriso
Encontro discutiu parcerias para captação de recursos federais voltados à inovação e sustentabilidade no campo
Representantes da Prefeitura de Sorriso, do IFMT e da EMPAER se reuniram na manhã desta quarta-feira, 27 de maio, na sede da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar, para discutir a estruturação de parcerias voltadas à elaboração de projetos para captação de recursos federais destinados à agricultura familiar.
Participaram da reunião o secretário municipal Lucas Oliveira, Marcelo Resende de Freitas Ribeiro, representando a Empaer, e a diretora-geral do campus Sorriso do IFMT, professora Zaryf Dahrougi Pacheco.
O encontro teve como objetivo debater estratégias para participação na chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da FINEP e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que prevê investimentos em projetos voltados ao fortalecimento das cadeias socioprodutivas da agricultura familiar, redução de custos de produção, inovação tecnológica, tudo integrado com sustentabilidade, utilizando estruturas já existentes no município e programas desenvolvidos pela Secretaria de Agricultura Familiar.
Segundo o secretário Lucas Oliveira, a aproximação entre as instituições é fundamental para ampliar o acesso a novas tecnologias e oportunidades para os produtores rurais. “Essa união entre Prefeitura, IFMT e Empaer fortalece muito o desenvolvimento de projetos voltados aos nossos produtores. Quando conseguimos integrar pesquisa, assistência técnica e poder público, aumentamos as possibilidades de levar mais qualidade de vida para as famílias que vivem da agricultura familiar”, afirmou.
O edital federal prevê recursos entre R$ 3 milhões e R$ 7 milhões para projetos de inovação aplicada, bioinsumos, sistemas agroecológicos e soluções sustentáveis voltadas às pequenas propriedades rurais.
Ficou definido que o grupo voltará a se reunir nas próximas semanas para avançar na construção das propostas e na definição das parcerias.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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