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Gestores do agro se reúnem para fortalecer políticas públicas

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O agronegócio de Minas Gerais ganhará um importante espaço para diálogo e fortalecimento na próxima terça-feira (05.08), quando mais de 700 gestores, entre prefeitos, secretários municipais de Agricultura, servidores públicos, técnicos, pesquisadores e produtores rurais, se reúnem no 2º Seminário de Gestores da Agropecuária. O evento acontece no Auditório JK, na Cidade Administrativa, e é promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

A programação terá início com a palestra magna do secretário Thales Fernandes, que irá apresentar dados do PIB do agronegócio mineiro e os avanços do setor nos últimos anos. O secretário destacou a importância da participação dos gestores municipais: “Essa interação com os municípios é fundamental para avançarmos no fortalecimento do agronegócio mineiro”.

Coordenador do seminário, o chefe de gabinete da Seapa, Rodrigo Fernandes, aposta que o evento será ainda maior do que a edição inaugural, realizada em abril de 2023. “Com base no número de inscritos, vamos bater recorde de participantes. Queremos que cada gestor local leve para sua cidade informações sobre os programas e ações da secretaria para o desenvolvimento municipal”, afirmou.

Durante o seminário, representantes da Seapa apresentarão as ações da Secretaria e de suas vinculadas — Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro Agropecuário (IMA) —, além de programas estratégicos como a entrega de títulos de propriedade, kits de irrigação e a nova política de agricultura irrigada sustentável. Também serão abordados os avanços em pesquisa e a relevância dos serviços de vigilância sanitária para o setor.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) participará com a palestra “CAR 2.0 e Programa de Regularização Ambiental (PRA)”, reforçando a integração entre agricultura e meio ambiente. “Um dos nossos legados é mostrar que a agricultura e o meio ambiente estão umbilicalmente ligados. O produtor respeita os recursos hídricos, florestais e o solo, insumos essenciais para produzir e sustentar suas famílias”, destacou Rodrigo Fernandes.

Além disso, a Ouvidoria-Geral do Estado estará presente com o Ônibus da Ouvidoria Móvel, oferecendo consultoria, capacitação e acompanhamento para os municípios interessados em criar suas próprias ouvidorias, sem custos.

O 2º Seminário de Gestores da Agropecuária reforça o compromisso de Minas Gerais com o desenvolvimento sustentável do agronegócio e a promoção de políticas públicas eficazes para o setor, por meio do diálogo próximo entre governo estadual e municípios.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.

Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.

O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.

A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.

No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.

Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.

O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.

Fonte: Pensar Agro

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