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Conflito no Oriente Médio e impactos no agro pautam nova edição da Pensar Agro

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A nova edição da revista Pensar Agro já está disponível em português e inglês e amplia o alcance internacional da publicação, que soma cerca de 13 mil acessos em 57 países. O movimento ocorre em um momento em que o agronegócio brasileiro ganha centralidade no debate global, pressionado por fatores como instabilidade geopolítica, custos de produção e desafios logísticos.

Com a proposta de oferecer leitura estratégica do setor, a revista traz como destaque de capa a análise sobre os impactos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã no agronegócio. O cenário internacional, marcado pela volatilidade no petróleo, fertilizantes e transporte marítimo, tem efeitos diretos sobre o campo brasileiro, elevando custos e exigindo maior capacidade de gestão por parte dos produtores.

A edição reforça que, embora o Brasil seja uma potência agrícola com elevada resiliência, a dependência de insumos importados e de cadeias logísticas complexas ainda expõe o setor a choques externos. Nesse contexto, a informação qualificada e a antecipação de riscos ganham peso como ferramentas para sustentar competitividade.

Na coluna Mercado, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, destaca que a reconfiguração geopolítica global recoloca o agro brasileiro no centro das decisões econômicas, justamente no momento de planejamento da safra. A recomendação é de maior atenção à gestão de risco, diversificação de fornecedores e fortalecimento da cadeia produtiva.

Além da reportagem principal, a edição reúne análises de colunistas que traduzem a volatilidade global em decisões práticas para o campo, explorando tendências, riscos e oportunidades. A proposta editorial é contribuir para que produtores, técnicos e agentes do setor compreendam como o agro pode se adaptar e evoluir diante de um ambiente cada vez mais instável.

A versão bilíngue, segundo a publicação, busca ampliar o diálogo com o público internacional e consolidar a presença do agro brasileiro no debate global, em um momento em que o setor se afirma como peça-chave na segurança alimentar e na dinâmica econômica mundial.

Você lê a versão em português clicando aqui.

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Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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