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Festival de Cinema de Vitória começa neste sábado

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A capital capixaba sedia, a partir deste sábado (18), a 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória. Serão oito dias de exibições gratuitas de mais de 90 filmes, em diferentes gêneros, como comédia, terror, romance e ficção científica.

As produções do evento se dividem em 11 mostras, com longas e curtas-metragens e obras de cineastas capixabas, experimentação de linguagens e estéticas, temáticas que incluem mulheres, cinema ambiental e negritude. As avaliações dos filmes exibidos são feitas por um júri técnico e por um júri popular.

A produtora executiva do festival, Larissa Delbone, explica o objetivo do projeto:

“O nosso grande objetivo com o Festival de Cinema de Vitória é fomentar a produção audiovisual brasileira, aumentar a quantidade de janelas de exibição e fazer essa conexão mesmo entre o público e os filmes. Para a gente, é uma honra ter uma exibição tão diversificada e um festival tão grande como a nossa edição deste ano.”

Nesta edição, o evento homenageia o cineasta capixaba Rodrigo Aragão e a atriz Camila Morgado, duas referências do cinema brasileiro. Larissa Delbone fala sobre a escolha dos artistas:

“Nós temos muita alegria na escolha desses dois homenageados. A Camila Morgado é uma das atrizes mais diversas, que tem papéis no cinema que são muito importantes, que levaram o cinema nacional para outros lugares. Rodrigo Aragão é a personalidade do cinema capixaba, que tem filmes premiadíssimos na sua carreira, que desenvolve um gênero de cinema que é muito peculiar e que ele é um dos nomes mais importantes do país.”

Entre os filmes que serão exibidos estão o documentário carioca A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai; Cinema, Poema e Gangrena, de Gustavo Guilherme da Conceição; Superfície, de Carolina Campista; e Liberdade de Morar, de Penha Souza.

O evento promove ainda atividades de formação gratuita em diversas áreas do audiovisual, com foco em Direção de Arte, Direção de Documentário, Roteiro e Carreira.

O Festival de Cinema de Vitória vai até o próximo dia 25, no Sesc Glória, centro da cidade.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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