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São João de Fortaleza começa no Corpus Christi, e terá 24 festivais

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Com o tema festa para mais de 300, o São João de Fortaleza tem abertura marcada para os dias 4 e 5 de junho, no Parque de Exposições Governador César Cals.

O São João de 2026 contará com 24 festivais juninos distribuídos pelas 12 regionais da cidade, com intervenções artísticas gratuitas e competições de quadrilhas.

Segundo o prefeito Evandro Leitão, os recursos destinados à festa deste ano tiveram um aumento de 155% com relação ao ano passado. O objetivo, segundo ele, é fomentar a cultura, o emprego e a economia criativa em Fortaleza.

“Nós estamos tendo um incremento tanto relativo à captação de recursos de editais de fomento do governo federal como em investimentos, recursos do tesouro municipal. Este ano nós vamos investir mais de R$ 6 milhões em recursos para a gente valorizar a nossa cultura, nossas tradições e, para isso, nós faremos 24 festivais. Vamos abrir no dia 4 de junho, vamos finalizar no dia 1º de agosto com a final das quadrinhas infantis, movimentando toda a cidade”.

O acesso à festa será gratuito mediante a doação de um quilo de alimento não perecível para o programa Fortaleza Sem Fome.

Para receber a festa, o parque de exposições será transformado numa cidade junina com espaços temáticos e experiências culturais para o público. Entre as atrações musicais estão Elba Ramalho, Dorgival Dantas, Vicente Nery, Lud Amaral, entre outros.

 


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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