Cultura
Festival Psica celebra o Retorno da Dourada em Belém, capital do Pará
Cultura
Recentemente, o Festival Psica recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Belém pela Câmara dos Vereadores da capital paraense. Jeff Dias, diretor do Festival Psica, explica o tema do festival deste ano, chamado de Retorno da Dourada.

“A gente falou no ano passado da descida da dourada. É, a dourada é esse peixe que a gente tá acostumado a comer no Ver-o-Peso, com açaí e tal. É um peixe muito afetivo que faz parte do nosso dia-a-dia, do nosso cotidiano. Esse peixe carrega uma história muito legal. Uma história de conexão amazônica, né? Esse peixe nasce lá no pé dos Andes, no Peru, onde nasce o Rio Amazonas e vem percorrendo toda essa região do Peru, passando pelo Equador, passando pela Colômbia, até chegar no Pará.”
A dourada de água doce faz um trajeto pelas águas brasileiras e volta ao Peru, o que ressalta a conexão da Pan Amazônia e todos os territórios que a compõem. Esta é a mensagem que o tema do evento transmite.
O festival tem simbolismos que remetem à tradição cultural amazônica e é conhecido por prestigiar artistas regionais periféricos além da pluralidade e inovação. Gerson Júnior, organizador da iniciativa, reafirma que o evento valoriza os artistas locais:
“Tem artista grande que vai tocar cedo porque a gente valoriza os nossos artistas e os nossos artistas estão nas posições de destaque também. Essa é uma estratégia para fazer a galera chegar cedo e prestigiar os nossos artistas.”
Agora, como patrimônio cultural, o Psica tem uma missão de ser não apenas um festival, mas um movimento que celebra a diversidade, fortalece a cena independente e projeta Belém como referência cultural no Brasil e no mundo.
Cultura
“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural
Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.
“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão.
O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.
“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”
O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.
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