Várzea Grande
Prefeitura de Várzea Grande prepara pacote de obras em parceria com União, Estado e emendas parlamentares
Várzea Grande
Esse conjunto de projetos, já em andamento, é mais um compromisso que a atual gestão municipal assume para transformar diferentes áreas do município até 2026, promovendo o verdadeiro desenvolvimento, por meio de edificações estruturantes
Até o fim deste ano, a Prefeitura de Várzea Grande deverá dar início a uma série de projetos estruturantes, em diferentes áreas do Município, viabilizada por meio de parcerias com o governo do Estado, apoio parlamentar e iniciativas próprias da gestão.
Entre as principais obras anunciadas pela prefeita Flávia Moretti (PL), está a construção da nova rodoviária, o sonho de uma vida toda dos várzea-grandenses. Segundo ela, a opção será pela modelagem de uma Parceria Público-Privada (PPP), semelhante à adotada em Cuiabá.
“A decisão minha é ir pela PPP e escolhermos a empresa. Não ficaremos sem rodoviária. Abriremos um chamamento público e a obra será executada”, afirmou. O recurso que estava previsto para a rodoviária, via emenda do deputado federal Coronel Assis (União), acabou sendo retido pelo governo federal, porque o projeto havia sido licitado há muitos anos atrás, impossibilitando a execução. Para não perder a emenda, o valor será destinado à construção de um viaduto na Avenida Mário Andreazza, com previsão de licitação ainda este ano e prazo de execução de até um ano e oito meses”, explicou Moretti, hoje, durante entrevista à rádio Capital.
Na área da saúde, a prefeita anunciou que a ordem de serviço para a construção da nova maternidade será assinada na próxima semana. “Teremos R$ 49,5 milhões para a construção e R$ 60 milhões para equipar. Em até dez meses a obra estará em andamento”, garantiu.
O pacote de obras inclui também investimentos em mobilidade urbana, com destaque para um novo sistema viário no entorno do Aeroporto Marechal Rondon. O projeto prevê pista dupla, ciclofaixa, praça para motoristas e integração com o terminal do Bus Rapid Transit (BRT), que será construído.
“Haverá uma modificação completa da região, já comunicamos a Agência Nacional de Aviação Civil sobre as intervenções”, explicou a prefeita.
No setor de infraestrutura, Flávia Moretti destacou que apresentou ao senador Jayme Campos (União) projeto para asfaltamento de ruas no bairro Marajoara, enquanto o deputado estadual Sebastião Rezende (União) se comprometeu a encaminhar recursos também para a mesma região. Outro projeto, orçado em R$ 16 milhões e entregue ao deputado estadual Eduardo Botelho (União), contempla a pavimentação de ruas no bairro Paiaguás. Além disso, a prefeitura segue articulando investimentos para os bairros Ouro Verde e São Simão, com foco em pavimentação e recapeamento.
Na cultura, a prefeita anunciou que pretende revitalizar a Casa de Artes de Várzea Grande e que estuda a criação de uma Secretaria Municipal de Cultura, desmembrada da atual pasta de Esporte, Lazer e Cultura (SMCEL). “Temos associações vencedoras de editais de cultura já trabalhando. Em novembro e dezembro teremos uma feira de artesanato na orla de VG, com shows culturais. A cultura precisa crescer e ter uma secretaria própria”, ressaltou.
“É uma grande união de esforços para transformar de verdade Várzea Grande. Nossa gestão tem o compromisso de destravar a cidade e fazer Várzea Grande, realmente grande, atrativa e próspera”, pontuou Moretti.
Várzea Grande
Lúdio anuncia ação judicial e cobra respostas sobre atrasos e custos do BRT em Cuiabá e Várzea Grande
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) anunciou que irá ingressar com uma ação na Justiça para cobrar esclarecimentos sobre os atrasos nas obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande, além das suspeitas levantadas sobre possíveis irregularidades nos custos do empreendimento.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (15), após o parlamentar voltar a cobrar informações do Governo de Mato Grosso sobre o andamento da obra, que já possui mais de R$ 500 milhões em contratos. Lúdio também já apresentou uma representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que analisa questionamentos relacionados à contratação e aos valores destinados ao projeto.
Segundo o deputado, a fiscalização do andamento da obra é uma atribuição do mandato parlamentar e o Governo do Estado precisa apresentar respostas sobre os prazos de entrega e os custos envolvidos.
“É meu dever como deputado fiscalizar o andamento da obra e cobrar o cumprimento dos prazos. O governador Otaviano Pivetta precisa responder quando o BRT entra em operação para atender à população de Cuiabá e Várzea Grande. E no caso específico das obras que estão em andamento, responder às suspeitas fortes de superfaturamento na construção das estações do BRT. Porque as explicações apresentadas na convocação são absolutamente frágeis e insuficientes”, afirmou.
Durante audiência pública realizada na segunda-feira (13), convocada por Lúdio para discutir os problemas relacionados ao BRT, o secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, participou inicialmente da reunião, mas deixou o encontro no começo dos trabalhos. A equipe técnica da secretaria permaneceu para prestar esclarecimentos aos parlamentares.
O deputado voltou a questionar a diferença entre os valores inicialmente previstos para a construção das estações e os custos apresentados posteriormente pelo Governo do Estado. De acordo com Lúdio, o aumento precisa ser explicado de forma detalhada.
“Um edital para construir 77 estações prever um custo de R$ 68 milhões e, 2 meses depois, o mesmíssimo edital trabalhar com custo de R$ 120 milhões, e o governo estadual alegar que isso é por conta da espessura do vidro, do tipo de ar-condicionado, da quantidade de portas? Cada estação vai custar R$ 1,5 milhão no mínimo. Um ponto de ônibus custar R$ 1,5 milhão? Então eles precisam responder a isso”, disse.
Lúdio também criticou o tempo de execução do projeto e afirmou que a população de Cuiabá e Várzea Grande continua enfrentando dificuldades no transporte coletivo enquanto a obra não é concluída.
Segundo o parlamentar, parte significativa dos contratos do BRT foi realizada sem licitação, e os atrasos representam prejuízos para os usuários do sistema de transporte.
“Mauro Mendes foi eleito governador em 2018 com a promessa de resolver esse problema. Em 2020, ele anunciou a mudança do modal e disse que até dezembro de 2022 o BRT estaria pronto, entregue e funcionando para a população de Mato Grosso. As obras só foram começar em 2023. Já tem meio bilhão de recursos contratados apenas para o trecho 1. Faltam 40% da pavimentação e 99% das estações nesse trecho. Os terminais estão com 100% de atraso”, afirmou.
Para o deputado, a demora na conclusão do projeto representa uma falha na entrega de uma solução para a mobilidade urbana da região metropolitana.
“O atual governo fracassou em resolver esse problema, fracassou em realizar os direitos da população de Cuiabá e Várzea Grande no transporte público. Acima de toda essa questão que estamos debatendo está o drama da população trabalhadora de Cuiabá e Várzea Grande. São 8 anos de fracasso do atual governo com relação a essa obra do BRT”, concluiu.
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