Mato Grosso
Programa de reintegração no campo lançado pelo Governo de MT terá práticas agropecuárias e extensão rural
Mato Grosso
O Governo do Estado publicou, nesta quinta-feira (18.9), o Decreto nº 1.679/2025, criando o Programa “Semeando um Novo Futuro – Reintegração no Campo”, que será desenvolvido inicialmente na Colônia Penal Agrícola de Palmeiras. A iniciativa tem como objetivo promover a reintegração social de pessoas privadas de liberdade por meio de atividades de capacitação e trabalho voltadas à agropecuária, ao meio ambiente e à extensão rural.
O programa será executado em parceria entre a Secretaria de Justiça (Sejus), a Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e também com o apoio de instituições privadas, organizações da sociedade civil e entidades técnico-científicas. Estão previstos projetos em áreas como aquaponia, hidroponia, piscicultura, viveiros de mudas, horticultura, criação de pequenos animais e capacitação técnica em práticas agropecuárias.
Segundo o decreto, caberá à Sejus a gestão administrativa, seleção e acompanhamento dos participantes; à Seaf, a elaboração de projetos produtivos e articulação institucional; e à Empaer, a responsabilidade pela assistência técnica e certificação das capacitações.
A produção resultante das atividades será destinada ao abastecimento da própria unidade penal, à doação para instituições públicas e sociais ou à comercialização institucional. Neste último caso, a receita será revertida integralmente ao Fundo Penitenciário Estadual (Funpen). Além disso, o programa garante a participação prioritária de grupos vulneráveis, como mulheres, idosos, indígenas e pessoas com deficiência.
O governador Mauro Mendes destacou que a medida fortalece políticas públicas que unem reintegração social e agricultura familiar.
“É uma oportunidade de mudar vidas, promover dignidade e, ao mesmo tempo, fortalecer a produção sustentável”, afirmou o governador.
A secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, ressaltou que o programa é também uma ferramenta de inclusão produtiva e cidadania.
“Acreditamos que o campo pode ser um caminho real de transformação. Por meio da agricultura familiar e das tecnologias sociais, vamos oferecer não apenas capacitação, mas a possibilidade concreta de um novo projeto de vida para essas pessoas. Este programa representa o compromisso do Estado com a inclusão produtiva e a justiça social.”
Já o presidente da Empaer, Suelme Evangelista Fernandes, reforçou a importância da assistência técnica na construção de projetos consistentes e duradouros.
“A Empaer vai garantir que cada projeto seja tecnicamente viável e adaptado à realidade local. Vamos acompanhar de perto as atividades, oferecer assistência técnica contínua e certificar as formações. É mais do que ensinar a produzir. É oferecer condições para que essas pessoas possam reconstruir suas trajetórias com dignidade e autonomia. ”
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Oficina de Experiência do Usuário fortalece inovação e foco na melhoria dos serviços
Com o desafio de tornar os serviços judiciais cada vez mais eficientes, acessíveis e alinhados às necessidades da população, o Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou, nesta segunda-feira (1º), a oficina “Experiência do Usuário nos Serviços do Poder Judiciário”.
A capacitação acontece na Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso e reúne magistrados(as) e servidores(as) em uma imersão voltada ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional por meio da inovação.
Promovida pelo Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT), em parceria com a WeGov, a oficina propõe uma mudança de perspectiva: olhar para os serviços oferecidos pela instituição a partir da experiência de quem os utiliza.
Impacto real
Para a juíza coordenadora do InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes, a iniciativa busca fortalecer a construção de soluções que gerem valor público e tenham impacto real na vida das pessoas.
“O objetivo dela é criar serviços e produtos com foco no cidadão e com valor público. Então, para que o que a gente entregue realmente tenha impacto na sociedade”, destacou a magistrada.
Segundo a juíza, a proposta é ampliar esse conhecimento dentro da instituição para que novos projetos sejam desenvolvidos com base nas necessidades dos usuários dos serviços judiciais. “O objetivo é que magistrados, servidores, advogados e, principalmente o cidadão estejam no centro da criação de qualquer serviço da Justiça”, acrescentou.
União entre teoria e prática
A condução da oficina é do professor Álvaro Gregório, especialista em inovação e governo, que enfatiza o caráter prático da formação. Ao longo dos dois dias, os participantes são convidados a aplicar metodologias voltadas à compreensão dos diferentes perfis de usuários, análise de desafios e construção de soluções mais efetivas.
“A ideia é que a gente possa praticar os conceitos que são colocados aqui. É uma prática reflexiva, que exige que cada um dê a sua participação. Durante esses dois dias vamos aprender técnicas, discutir a formação de perfis e como melhorar os serviços públicos, quer sejam prestados de forma digital, quer sejam presenciais”, explicou.
A programação aborda temas como linguagem cidadã, acessibilidade, uso responsável da inteligência artificial e o mapeamento da jornada do usuário, ferramentas que auxiliam na identificação de barreiras e oportunidades de melhoria nos serviços prestados.
Formação continuada
Entre os participantes está a gestora de gabinete Hellen Graciosa de Matos, que vê na capacitação uma oportunidade de fortalecer uma cultura de aperfeiçoamento contínuo.
“O que a gente entende é que isso tem que ser contínuo. A inovação é um conhecimento que a gente tem que estar sempre se qualificando e melhorando”, afirmou, ressaltando que a preocupação não está apenas nos resultados entregues, mas também na forma como esses resultados chegam ao cidadão.
A mesma percepção é compartilhada pelo gerente de licitação do TJMT, Fernando Davoli Batista, que destaca a importância da empatia como elemento essencial na prestação do serviço público.
“Esse curso traz muito essa visão de como se colocar no lugar desse cidadão, desse cliente, para a gente poder atendê-lo da melhor forma possível. Tanto os clientes usuários externos, quanto os internos também”, observou.
Durante a oficina, os participantes realizam atividades de diagnóstico, prototipagem e redesenho de serviços, buscando identificar oportunidades de melhoria que possam contribuir para uma Justiça mais simples, compreensível e eficiente.
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Élcio Evangelista
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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