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Governo de MT conclui obras de asfaltamento da MT-206 e garante integração para Apiacás

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O Governo de Mato Grosso concluiu as obras de asfaltamento da MT-206 e garantiu a integração de Apiacás com o restante da malha rodoviária estadual.

No total, o Estado asfaltou 124 quilômetros da rodovia até Paranaíta, em um investimento de R$ 160 milhões para garantir que o município fosse integrado por meio do asfalto.

As obras foram divididas em dois trechos. O primeiro, de 58 km entre Paranaíta e a ponte sobre o Rio Apiacás, foi finalizado em 2023. Já o segundo trecho, de 66 km, da ponte até Apiacás, está sendo finalizado neste ano. O asfalto já foi todo realizado, mas a obra segue em fase de acabamento.

Além do asfalto, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) construiu uma ponte de 240 metros sobre o Rio Apiacás. Antes da construção dessa ponte, era preciso atravessar o rio com uma balsa, dificultando ainda mais o acesso até o município. Outras duas pontes também foram construídas pela atual gestão no trajeto.

Segundo o prefeito de Apiacás, Júlio César dos Santos, a chegada do asfalto promove uma verdadeira transformação para o município. “A gente quando precisava ir para Alta Floresta tinha que se organizar para ir em um dia e voltar no outro. Antes, tinha a balsa que não atravessava de noite, era uma dificuldade danada. Agora, a gente sai de manhã cedo e na hora do almoço já está de volta para casa”, afirma.

O prefeito disse, ainda, que a chegada do asfalto impulsiona a economia. Apiacás é o município localizado mais ao norte de Mato Grosso e está distante cerca de 960 km de Cuiabá.

“O preço dos produtos vem caindo porque o valor do frete diminuiu. Esse governo é um divisor de águas para Apiacás, que está aqui no final de Mato Grosso. Depois de 40 anos, o asfalto chegou”, completou.

O secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, destacou que o governo tem trabalhado, desde o início da gestão, para garantir acessos asfaltados para todos os municípios. “Integrar as cidades que não tinham nenhuma via pavimentada é uma das prioridades dessa gestão. É uma forma de garantir mais dignidade para toda a população”, afirmou.

Desde janeiro de 2019, o Governo do Estado já concluiu obras para asfaltar os acessos municipais para Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu, Cocalinho, Tesouro, Novo São Joaquim, Campinápolis, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, União do Sul, Marcelândia, Tabaporã, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde, Nova Maringá, Rondolândia, Santa Terezinha, Novo Santo Antônio e Bom Jesus do Araguaia.

Outras cidades como Gaúcha do Norte, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu, Juruena, São Félix do Araguaia e São José do Xingu estão com obras em andamento. No entanto, alguns dos municípios do Norte Araguaia dependem de obras federais na BR-158 para concretizar as ligações asfálticas.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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