Várzea Grande
Prefeita Flávia Moretti anuncia reforma da USF do Capão Grande
Várzea Grande
Após visitas in loco, ficou constada que a unidade, sem manutenção, está sucateada: infiltrações, paredes mofadas, banheiros estragados e espaço sem qualquer tipo de acessibilidade
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), anunciou, durante a reforma da Unidade de Saúde da Família do bairro Capão Grande (USF Capão). Após visitas in loco, ficou constada que a unidade, sem manutenção, está sucateada: infiltrações, paredes mofadas, banheiros estragados e um espaço sem qualquer tipo de acessibilidade.
A obra será realizada com aporte financeiro de emenda parlamentar, no valor em R$ 1 milhão, destinada pelo deputado Wilson Santos (PSD), oriunda de uma articulação do vereador Charles da Educação (União).
A prefeita celebrou a parceria que servirá para reforçar o atendimento à população que precisa do Sistema Único de Saúde (SUS) no Município. “A chegada desse recurso é fundamental para que possamos destravar uma obra necessária e esperada há anos pela população do Capão Grande. Até dezembro, a unidade estará totalmente reformada. A outra metade da emenda será destinada à compra de medicamentos, reforçando nosso compromisso em manter os estoques abastecidos e atender os pacientes com dignidade”, destacou a prefeita Flávia Moretti.
O deputado Wilson Santos destacou que esse é apenas o início de uma parceria com o Município. “Várzea Grande é o segundo maior município do estado e precisa de investimentos à altura da sua importância. Essa emenda é o começo. Já estamos conversando com a prefeita sobre novas destinações para o próximo ano, sempre alinhadas às demandas da população”, garantiu.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, reforçou, também após uma visita in loco, a precariedade da estrutura física da USF, que além de vários problemas estruturais, tem infestação de cupins, equipamentos obsoletos e paredes comprometidas.
“A situação é grave e exige uma ação imediata. Essa reforma é essencial para garantir segurança, conforto e dignidade tanto para os usuários quanto para os profissionais que atuam ali. Além disso, será uma oportunidade de modernizar os equipamentos e melhorar a ambiência, promovendo a humanização do atendimento e um acolhimento mais agradável”, explicou a secretária.
A gestão municipal tem priorizado ações que promovam a reestruturação da saúde pública em todas as frentes — da Atenção Básica até os atendimentos de média e alta complexidade. Em apenas seis meses, a Prefeitura de Várzea Grande vem colhendo os frutos desse trabalho com avanços visíveis, como a retomada de serviços paralisados, ampliação dos atendimentos e valorização dos profissionais.
Os investimentos na reforma da USF Capão Grande e na aquisição de medicamentos reforçam esse compromisso e sinalizam que a saúde da população voltou a ser tratada como prioridade. Com planejamento, parcerias e gestão eficiente, Várzea Grande está construindo uma nova história na saúde pública.
Várzea Grande
CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande
A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.
A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.
Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.
“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.
Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.
O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.
Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.
“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.
NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.
Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.
A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.
Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.
“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.
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