Várzea Grande

Unidades de saúde 24h passam a contar com segurança reforçada para garantir mais proteção a pacientes e profissionais

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Medida visa manter o ambiente hospitalar mais organizado, com controle de entrada e saída de pessoas, contribuindo para a prevenção de possíveis infecções e para o bom andamento dos atendimentos

Com o objetivo de garantir mais tranquilidade, controle e segurança para pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde, todas as unidades de saúde públicas que funcionam 24 horas em Várzea Grande — pronto-socorro e UPAs — passaram a contar com vigilância presencial durante todo o dia e a noite, desde a semana passada.

A medida visa manter o ambiente hospitalar mais organizado, com controle de entrada e saída de pessoas, contribuindo para a prevenção de possíveis infecções e para o bom andamento dos atendimentos nas unidades.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a iniciativa também responde à necessidade de reforçar a segurança dentro das unidades, uma vez que já foram registrados episódios de conflitos e situações que colocaram em risco o bem-estar de quem busca atendimento médico.

Entre os casos recentes, houve uma ocorrência em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) em que uma mãe, inconformada com a prescrição feita por uma médica pediatra para o tratamento do filho, partiu para a agressão física contra a profissional. Em outra situação, após a constatação do óbito de um paciente, um familiar, tomado pela emoção, quebrou equipamentos da unidade, incluindo um bebedouro.

“A presença da segurança reforçada tem o intuito de preservar o ambiente hospitalar, garantindo mais tranquilidade para os profissionais que atuam na linha de frente e para os pacientes que precisam de atendimento. É uma medida preventiva, de cuidado com todos, e inclusive, do patrimônio público”, explicou a secretária de Saúde, Deisi Bocalon.

Com a nova medida, foi contratada uma empresa especializada em segurança para atuar nessas unidades, com profissionais preparados para lidar com o ambiente hospitalar. O distrato dos colaboradores, que anteriormente atuavam nessas funções, ocorreu de forma legal e transparente.

LEGALIDADE – A contratação da empresa de segurança está em conformidade com a Lei nº 14.967/2024, que regulamenta a atividade de segurança privada no Brasil. A legislação define que a vigilância patrimonial — que compreende a proteção de bens, instalações e pessoas em estabelecimentos públicos ou privados — deve ser executada exclusivamente por pessoas jurídicas especializadas, devidamente autorizadas e fiscalizadas pela Polícia Federal (arts. 2º, 4º e 13).

A Prefeitura reforça que todas as unidades seguem funcionando normalmente, com acesso garantido à população, e que a presença dos profissionais de segurança tem caráter preventivo, visando um atendimento ainda mais humanizado e seguro.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Wanderley Cerqueira diz que alertou Várzea Grande sobre risco de colapso financeiro desde o início do ano

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, afirmou que vem alertando a população e a administração municipal, desde o início de 2026, sobre o risco de uma grave crise financeira no município.

Segundo o parlamentar, diversas entrevistas concedidas ao longo do ano trouxeram advertências sobre o comprometimento do orçamento da Prefeitura de Várzea Grande, em razão de adesões de atas, gastos elevados e da ausência de um controle financeiro mais rigoroso por parte da gestão municipal.

“Desde o começo do ano venho alertando que Várzea Grande poderia enfrentar uma situação muito difícil até o final de 2026. Como contador e auditor público, acompanho os números do município e sempre manifestei preocupação com o rumo das contas públicas”, declarou Wanderley Cerqueira.

Declaração de calamidade financeira

A manifestação do presidente ocorre após a prefeita Flávia Moretti publicar o Decreto nº 68/2026, que declarou situação de calamidade financeira e fiscal por 180 dias e estabeleceu medidas de contenção de despesas.

O decreto aponta, entre os principais fatores da crise, o bloqueio judicial de R$ 19,7 milhões referentes a precatórios, além de restrições orçamentárias e insuficiência de caixa para manutenção dos serviços públicos essenciais.

Críticas à condução da crise

Na avaliação de Wanderley Cerqueira, a atual situação confirma os alertas que ele vinha fazendo ao longo do ano. O presidente da Câmara também rebate interpretações de que o Legislativo teria responsabilidade pela crise financeira enfrentada pelo município.

“O papel da Câmara sempre foi fiscalizar e alertar. Nós fizemos isso. Não é correto atribuir ao Legislativo uma responsabilidade que decorre da gestão financeira do Executivo”, afirmou.

Debate sobre a Câmara

O tema ganhou força após a Prefeitura encaminhar pedido de reconhecimento da calamidade financeira à Câmara Municipal para fins de aplicação dos efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Aliados do presidente sustentam que os alertas feitos por Wanderley Cerqueira não foram considerados pela administração municipal. Já a Prefeitura argumenta que as medidas adotadas agora são necessárias para preservar a continuidade dos serviços essenciais e recuperar o equilíbrio das contas públicas.

Formação técnica

Wanderley Cerqueira tem destacado sua formação como contador e auditor público para justificar as advertências feitas anteriormente sobre a situação fiscal do município. Segundo ele, a combinação de despesas elevadas, contratos e compromissos financeiros poderia levar Várzea Grande a uma situação de forte restrição orçamentária.

Com a declaração oficial de calamidade financeira pela Prefeitura, o debate entre Executivo e Legislativo tende a se intensificar nos próximos dias, especialmente em torno do reconhecimento formal da crise pela Câmara Municipal e das medidas de recuperação fiscal propostas pela gestão.

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