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Polícia Civil cumpre 52 mandados em operação contra facção criminosa em Primavera do Leste

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (15.7), a Operação Sentinelas, para cumprir 52 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa atuante na região de Primavera do Leste.

São cumpridos, na operação, 14 mandados de prisão preventiva, 26 mandados de busca e apreensão domiciliar e 12 medidas cautelares diversas da prisão. As ordens judiciais foram decretadas pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Primavera do Leste e Canarana. A ação conta com o apoio de equipes das Delegacias Regionais de Cuiabá, Rondonópolis e Barra do Garças, além de unidades da Diretoria de Atividades Especiais (DAE).

A ação é fruto de uma investigação em curso, realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, que revelou a existência de uma estrutura criminosa local com vínculo direto com a facção criminosa, responsável por fomentar o tráfico de drogas e exercer vigilância sistemática sobre regiões estratégicas da cidade, com o objetivo de impor domínio territorial.

Entre os alvos, estão integrantes do grupo criminoso que atuavam em funções variadas, como traficantes, distribuidores e colaboradores que agiam com o objetivo de dificultar ações das forças de segurança.

A operação representa um esforço estratégico de enfrentamento à criminalidade organizada e busca neutralizar tentativas da facção de estabelecer controle territorial sobre bairros de Primavera do Leste.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil, por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados

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A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.

Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.

A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.

“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.

A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.

Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.

A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.

“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.

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