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Polícia Civil de MT cumpre 9 mandados de busca e apreensão em apoio à Polícia Civil do RJ

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Regional de Pontes e Lacerda, em apoio à Polícia Civil do Rio de Janeiro, cumpriu nesta terça-feira (16.12), nove mandados de busca e apreensão, decretados no âmbito de uma investigação de combate à organização criminosa e à lavagem de dinheiro.

As ordens judiciais foram cumpridas em imóveis localizados no município de Pontes e Lacerda, e foram expedidas embasadas na apuração da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, sendo mais uma fase da Operação Contenção.

A investigação interestadual apura movimentações financeiras milionárias, envolvendo pessoas físicas e jurídicas, com indícios de ocultação e dissimulação de valores provenientes de atividades ilícitas.

Conforme o delegado que coordenou o trabalho operacional, Mateus Reiners, a atuação da Polícia Civil de Mato Grosso nesta ação ocorreu de forma integrada, reforçando a cooperação entre os estados e demonstrando o alinhamento institucional no enfrentamento ao crime organizado, especialmente em investigações complexas que envolvem altos valores financeiros e ramificações fora do estado de origem.

“As diligências tiveram caráter exclusivamente judicial, com foco na coleta de provas documentais e eletrônicas que subsidiarão o avanço das investigações conduzidas pelo Rio de Janeiro”, destacou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados

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A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.

Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.

A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.

“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.

A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.

Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.

A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.

“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.

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