Várzea Grande
Secretário deixa audiência sobre o BRT após alegar risco de infarto durante debate na ALMT
Várzea Grande
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, interrompeu sua participação em uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após afirmar que o nível de tensão durante o debate poderia provocar um problema de saúde. A reunião tinha como objetivo discutir o andamento das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.
Durante a audiência, realizada na sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, o secretário demonstrou irritação e informou que não permaneceria para responder aos questionamentos dos parlamentares. Segundo ele, a equipe técnica da Sinfra ficaria responsável pelos esclarecimentos.
“Com todo o respeito, a minha equipe vai responder. Eu vou pedir licença, porque eu sou muito nervoso e isso vai me infartar. Tem muita coisa que eu quero falar, mas eu não vou falar. Vou pedir licença em nome da minha equipe, porque isso vai me enfartar”, declarou.
Antes de deixar o plenário, Marcelo de Oliveira ressaltou que havia levado técnicos da Secretaria de Estado de Infraestrutura para prestar todas as informações necessárias sobre a execução do projeto e responder às dúvidas apresentadas pelos deputados.
O secretário foi convocado para a audiência por iniciativa do deputado estadual Lúdio Cabral (PT). Entre os temas debatidos estavam os atrasos no cronograma das obras do BRT, além de questões técnicas envolvendo os contratos firmados entre o Governo do Estado e as empresas responsáveis pela execução do empreendimento.
Após a saída de Marcelo de Oliveira, o secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, Isaac Nascimento Filho, passou a conduzir os esclarecimentos e respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre o andamento das intervenções.
Várzea Grande
Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.
Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.
“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.
Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.
“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.
A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.
Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.
O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.
As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.
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