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Wellington Fagundes sai em defesa do produtor brasileiro após decisão da China sobre a carne bovina

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O senador Wellington Fagundes criticou a decisão da China de limitar a importação de carne bovina brasileira e afirmou que a medida não tem fundamento técnico, mas caráter comercial e geopolítico. Segundo ele, trata-se de um instrumento de pressão internacional que atinge diretamente os produtores rurais do Brasil, especialmente de Mato Grosso, maior estado produtor de carne do país.

Médico-veterinário de formação, Fagundes ressaltou que o Brasil produz atualmente a carne bovina mais competitiva do mundo, com custos significativamente menores do que os de outros grandes produtores, além de eficiência, escala e regularidade no fornecimento. Para ele, o país cumpre um papel estratégico na segurança alimentar global e é parte da solução para atender à crescente demanda mundial por proteína animal.

O senador destacou ainda o avanço expressivo da pecuária brasileira nos últimos anos, impulsionado por investimentos em tecnologia, inovação e pesquisa, com protagonismo da Embrapa e pelo trabalho do produtor rural. “O Brasil alcançou um marco sanitário histórico ao se tornar livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando o acesso a mercados mais exigentes e reforçando a credibilidade internacional da produção nacional”, lembrou.

Diante desse cenário, o parlamentar defendeu que o Brasil responda com diplomacia, inteligência e estratégia, ampliando mercados e fortalecendo relações comerciais. Segundo ele, é fundamental adotar políticas de Estado, e não apenas de governo, para garantir estabilidade, previsibilidade e segurança nos contratos de longo prazo.

“O Brasil tem capacidade de aumentar sua produção sem impacto ambiental, por meio da recuperação de áreas de pastagens degradadas. Precisamos nos posicionar com firmeza, defender nosso produtor e mostrar ao mundo que o Brasil é uma solução global em proteína animal”, afirmou.

O senador reforçou que defender o produtor rural é defender a economia, o emprego no campo e a segurança alimentar do Brasil.

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Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.

Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.

“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.

Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.

“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.

A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.

Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.

O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.

As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.

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