Política
Deputado Juca do Guaraná participa da Cavalhada de Poconé e reforça apoio à cultura popular
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A Cavalhada de Poconé, uma das festividades culturais mais tradicionais de Mato Grosso, celebrou neste fim de semana mais uma edição repleta de história, religiosidade e emoção. Realizada há décadas, a festa é um símbolo da identidade e da cultura da região pantaneira, reunindo milhares de pessoas em uma homenagem ao folclore local.
O deputado Juca do Guaraná (MDB) esteve presente no evento, reforçando a relevância da Cavalhada para a preservação das tradições culturais do estado. Durante a celebração, o parlamentar destacou a importância da valorização das manifestações culturais populares e reiterou seu compromisso com a continuidade e fortalecimento dessas expressões que são essenciais para a história de Mato Grosso.
“É emocionante ver como essa celebração mantém viva a história, a religiosidade e a identidade do nosso Mato Grosso. Estar ao lado da comunidade e de tantas famílias que fazem dessa festa um verdadeiro patrimônio é motivo de orgulho e gratidão”, afirmou o deputado.
Juca do Guaraná também parabenizou os organizadores, cavaleiros e todos os envolvidos na realização da Cavalhada, ressaltando o papel crucial da população de Poconé na preservação da cultura local. “A Cavalhada é mais do que uma festa; é um testemunho da força das nossas raízes. Seguimos firmes, valorizando a cultura popular e fortalecendo nossas origens”, completou.
A presença do deputado reafirma seu compromisso com as pautas culturais e sua atuação constante junto às comunidades do interior, promovendo políticas públicas que respeitam e incentivam o patrimônio histórico e cultural de Mato Grosso.
Foto: THAIS FAVARO JACOBINA
Fonte: ALMT – MT
Política
Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza
“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Atendimento sem julgamentosDurante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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