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Polícia Civil realiza buscas na casa de professor acusado de assediar alunas em Tangará da Serra
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A Polícia Civil cumpriu, na última sexta-feira (22.8), um mandado de busca e apreensão na casa de um professor de 56 anos, acusado de assediar sexualmente de alunas de uma escola em Tangará da Serra (a 250 km de Cuiabá).
O mandado foi cumprido dentro da Operação Cátedra, que investiga as denúncias de assédios sexuais supostamente praticados pelo professor contra estudantes do ensino fundamental.
“A operação teve como objetivo coletar provas e garantir a proteção das vítimas, assegurando que os fatos sejam apurados com todo o rigor necessário”, disse o delegado Ivan Albuquerque, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Tangará da Serra (DEDM).
Na casa, os investigadores da DEDM de Tangará apreenderam aparelhos eletrônicos, como celulares, pendrives e dois notebooks, que auxiliarão nas investigações do caso.
As investigações do caso tiveram início após uma estudante de 17 anos relatar, em uma roda de conversa na escola, que havia sido assediada por um professor do 6º ano do ensino fundamental de uma escola de Tangará da Serra, quando era mais nova.
A vítima disse o nome do professor e relatou diversas ações de comportamento que caracterizam assédio sexual, como ficar abraçando as alunas e olhando na direção do banheiro enquanto as estudantes trocavam de roupa.
A adolescente disse, ainda, que o professor seguia tendo as mesmas atitudes, mesmo anos após os primeiros assédios.
Diante do relato da menina na roda de conversa, o Conselho Tutelar foi acionado e um boletim de ocorrência foi registrado, dando início a investigações e buscas de possíveis outras vítimas.
“A DEDM reforça seu compromisso em defender a dignidade sexual de crianças e adolescentes, combatendo de forma firme toda e qualquer forma de violência”, frisou o delegado Ivan Albuquerque, da DEDM.
Quem tiver qualquer informação adicional ao caso, pode procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Tangará da Serra, ou realizar uma denúncia anônima via 197.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.
A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.
A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.
A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.
Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.
A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.
Símbolo de resiliência
Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.
A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.
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