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100 pessoas foram presas por furto de energia em Mato Grosso em 2025

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O combate ao furto de energia em Mato Grosso alcançou a marca de 100 pessoas presas por envolvimento em ligações clandestinas e fraudes no consumo por meio da Operação Energia Limpa. O número representa um crescimento de 72% em relação ao ano anterior, quando 58 prisões foram registradas ao longo de 2024.

As operações são realizadas em conjunto entre a Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil e Politec, em parceria com a Energisa, com fiscalizações constantes e ações de repressão no estado. A força-tarefa tem atuado em diversas regiões, desarticulando esquemas ilegais que colocam em risco a segurança da população e prejudicam o serviço de energia elétrica.

Nesta semana, três pessoas foram presas: duas em uma empresa de material plástico, em Várzea Grande, e uma em uma açaiteria em Rondonópolis.

A participação da população tem sido fundamental para o combate a esse crime. Dados do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) apontam que, entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 109 denúncias anônimas de furto de energia, um aumento de quase 85% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“A conscientização está crescendo, mas precisamos avançar ainda mais. Denunciar irregularidades é uma atitude que protege toda a comunidade e contribui para um serviço de energia mais seguro e justo para todos. Chegamos a 100 prisões com a ajuda de todos e sabemos o quanto isso é importante para a sociedade”, disse Luciano Lima, gerente de perdas da Energisa MT.

Furto de energia: crime com consequências graves

Além de ser uma prática ilegal, o furto de energia representa um risco real à vida e ao patrimônio. As ligações irregulares podem causar choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios, além de afetar a estabilidade do fornecimento e danificar equipamentos elétricos.

Do ponto de vista coletivo, o prejuízo é repassado a quem paga corretamente a conta, com aumento no valor da tarifa e queda na qualidade do serviço. Legalmente, o furto de energia é enquadrado como crime de furto (Artigo 155 do Código Penal) ou estelionato (Artigo 171), com penas que variam de 1 a 5 anos de reclusão, além de multas.

Mega operações e ações integradas

A primeira Mega Operação de 2025 aconteceu em junho, no bairro Morada da Serra, em Cuiabá, com 300 inspeções em comércios e residências. A ação contou com a participação de 11 peritos da Politec, 50 policiais militares e 25 equipes técnicas da Energisa.

Outras operações de grande porte estão programadas para os próximos meses, ampliando a fiscalização e a repressão ao furto de energia em todo o estado.

Como denunciar

A população pode colaborar com o combate ao furto de energia por meio de denúncias anônimas e seguras. Os canais disponíveis são:

WhatsApp (Gisa): (65) 99999-7974

Aplicativo Energisa On

Site: energisa.com.br

Call Center: 0800 646 4196

Disque: 197 ou 181 ou 190

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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