Polícia Federal
PF, Receita Federal e PM/MS apreendem 25 mil litros de éter etílico em carreta na fronteira
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Corumbá/MS. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, apreendeu uma carreta carregada com aproximadamente 25 mil litros de insumo químico utilizado na produção de cocaína.
A ação foi resultado do cruzamento de informações de inteligência que indicaram a circulação do carregamento. O veículo foi abordado no município de Corumbá/MS, transportando 500 bombonas, cada uma contendo 50 litros de éter etílico. Os vasilhames apresentavam rótulos ideologicamente falsos, confirmando as suspeitas iniciais de desvio e uso ilícito.
De acordo com análises realizadas com base em apreensões anteriores e nos métodos de processamento clandestino da droga, a quantidade interceptada seria suficiente para produzir ao menos 25 toneladas de cocaína pura, ou cerca de 75 toneladas do entorpecente misturado a outras substâncias para distribuição no varejo.
O motorista foi conduzido à sede da Polícia Federal em Corumbá/MS para os procedimentos legais.
Nos últimos quatro anos, a Polícia Federal, em cooperação com a Receita Federal e forças de segurança locais, vem monitorando rotinas de exportação de produtos químicos para a Bolívia, com especial atenção aos precursores frequentemente desviados para a produção de drogas.
Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul
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Fonte: Polícia Federal
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UFMT acionará Procuradoria contra Abilio após fala que associa universitários a drogas
A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Souza e Silva, anunciou que solicitará providências à Procuradoria-Geral Federal junto à instituição contra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). A medida ocorre após o gestor associar estudantes e professores da UFMT e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) ao consumo de drogas durante um discurso político realizado nesta semana.
A declaração foi feita na terça-feira (13), durante a inauguração da Casa 22, espaço de apoio à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na ocasião, Abilio criticou integrantes da comunidade acadêmica que participam de manifestações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao se dirigir a estudantes e professores das duas universidades públicas, o prefeito afirmou: “Quero pedir aos estudantes da universidade pública do Estado de Mato Grosso, seja Unemat ou UFMT, estudantes e professores. Que saiam às ruas, peçam voto para o Lula, com seu baseado, com suas drogas, com a maconha, com a cocaína, e camisa do Che Guevara”.
Em resposta, Marluce ressaltou que a universidade é um espaço de formação educacional e de desenvolvimento do pensamento crítico, com estudantes de diferentes posicionamentos ideológicos. A reitora também contestou a associação generalizada entre universitários e o consumo de entorpecentes.
“Os jovens universitários não são usuários de drogas, e aqueles que são, chegaram na universidade usando. Não é aqui que eles aprendem”, afirmou.
Ela acrescentou que conhece jovens que frequentam igrejas e fazem uso de drogas e bebidas alcoólicas, sem necessariamente terem vínculo com a instituição.
A reitora também destacou que o combate às drogas não deve ser confundido com ataques aos jovens. “Combater as drogas não é sinônimo de combater os jovens”, declarou.
Durante o mesmo discurso, Abilio classificou estudantes e professores que atuam politicamente em favor de Lula como os “melhores cabos eleitorais” de Flávio Bolsonaro. O prefeito também defendeu que Mato Grosso amplie a votação do senador no segundo turno e estimou que o Estado poderia contribuir com mais 200 mil votos para o candidato.
O episódio reacendeu o embate entre o prefeito e a UFMT. Em agosto de 2025, Abilio já havia criticado publicamente a qualidade do ensino da instituição ao comentar dificuldades de estudantes em resolver uma operação matemática básica. Na ocasião, após a repercussão, ele pediu desculpas pelo comentário.
Com o novo episódio, a reitoria pretende encaminhar o caso à Procuradoria-Geral Federal para avaliar as providências cabíveis. Até a publicação da reportagem original, não havia informação sobre eventual manifestação formal do prefeito em resposta ao posicionamento da universidade.
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