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PF e SENAD/PY iniciam 53ª fase da Operação Nova Aliança

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Assunção/Paraguai. Nesta segunda-feira, 20/10, a Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY), com o apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público Paraguaio, deram início à 53ª fase da Operação Nova Aliança. Esta é a sexta e última fase da operação em 2025, consolidando o ano como o mais intenso ciclo operacional desde o início da iniciativa binacional, em 2012.

Nesta etapa, as forças de segurança brasileiras e paraguaias buscam alcançar o maior volume de erradicação de plantações ilícitas de cannabis da história da operação, reforçando o compromisso conjunto no combate ao narcotráfico e à criminalidade transnacional.

Somente em 2025, as cinco fases anteriores resultaram na destruição de cerca de 4.500 toneladas de maconha, cultivadas em aproximadamente 1.400 hectares de áreas remotas e de difícil acesso. Desde a criação da Operação Nova Aliança, mais de 44 mil toneladas de maconha já foram erradicadas em ações conjuntas, representando uma expressiva redução da oferta da droga na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas 2024, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a maconha segue sendo a droga mais consumida no mundo, com aumento da concentração de THC e diversificação de produtos, especialmente em países onde sua legalização foi implementada.

A Operação Nova Aliança não apenas representa uma das mais duradouras e eficazes cooperações internacionais de combate ao tráfico de drogas, mas também incorpora uma vertente de restauração ambiental por meio da Operação Restaurar, conduzida pelo Instituto Nacional de Florestas do Paraguai, que atua na recuperação das áreas degradadas pela atividade ilícita.

A 53ª fase conta ainda com o apoio de peritos criminais federais para atuação em conjunto com especialistas do Laboratório Forense e do Centro de Evidências da SENAD/PY, realizando coleta e análise de amostras de plantas e solo nas áreas de erradicação.

Esses estudos permitirão traçar o perfil químico da droga, identificar sua origem, insumos utilizados no cultivo, níveis de pureza e condições de processamento e transporte. Os resultados subsidiarão investigações criminais, servirão como provas técnicas em processos judiciais e fornecerão dados estratégicos para o enfrentamento das organizações envolvidas no tráfico de drogas na região.

Coordenação-Geral de Comunicação Social
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Fonte: Polícia Federal

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Comissão aprova critérios para colação de grau antecipada em universidades

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que define regras para estudantes de ensino superior anteciparem a formatura. A medida beneficia alunos com alto desempenho escolar que forem aprovados em cursos de mestrado ou programas de residência.

Pelo texto, o estudante precisa ter concluído pelo menos 85% da carga horária total da graduação. Também é obrigatório ter terminado todas as disciplinas obrigatórias, o estágio e o trabalho de conclusão de curso (TCC).

Outra exigência é manter uma média de aproveitamento superior a 70% nas matérias obrigatórias do curso. O aluno deve, por fim, apresentar documento oficial de aprovação na pós-graduação ou residência, contendo as datas para a matrícula.

O relator, deputado Patrus Ananias (PT-MG), apresentou uma nova versão ao projeto de lei original – PL 1574/25, do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA). A principal alteração inclui a exigência de que o aluno apresente um documento oficial que informe, além da aprovação no curso de pós-graduação ou residência, as datas específicas para a matrícula.

O substitutivo também reforça que, cumpridos esses requisitos, a instituição de ensino é obrigada a fornecer a documentação em tempo hábil.

“A intenção do autor é meritória, porém a proposição demanda alguns ajustes em prazos e garantia da apresentação da documentação necessária em tempo hábil para matrícula”, afirmou Ananias.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

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