Polícia Federal
FICCO/MG faz operação contra comércio ilegal de arma de fogo
Polícia Federal
Governador Valadares/MG. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou, nesta segunda-feira (18/8), a Operação Senhores da Guerra, voltada ao combate de uma organização criminosa ativa em Governador Valadares, responsável por abastecer gangues rivais com armas, munições e coletes balísticos.
A decisão judicial autorizou a apreensão de mais de 40 armas registradas, que serão submetidas a processo de cassação dos respectivos registros. Além disso, foram expedidos 2 mandados de prisão preventiva e 6 de prisão temporária.
As investigações tiveram início a partir da análise do material apreendido na Operação Muro de Ferro, deflagrada em fevereiro de 2025. Essa investigação revelou a existência de uma organização criminosa cuja estrutura em Governador Valadares incluía dois líderes responsáveis pela aquisição dos armamentos.
As munições eram comercializadas tanto para criminosos quanto para pessoas com registros válidos de armas de fogo — incluindo integrantes do CAC (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) — que adquiriram os produtos fora da legalidade. Este comércio ilegal era realizado por cinco outros membros do grupo.
Além disso, a organização contava com a participação de um armeiro e instrutor de tiro da cidade, responsável pela manutenção dos armamentos e pela intermediação das negociações ilegais. A organização também fabricava e comercializava clandestinamente um acessório capaz de aumentar a letalidade de fuzis, transformando-os no modo rajada.
Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais
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Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Comissão aprova aumento de pena para extorsão cometida por grupo ou com arma
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta em até o dobro a punição para o crime de extorsão quando praticado por duas ou mais pessoas ou com o uso de arma. Atualmente, o Código Penal prevê um aumento de até metade da pena nesses casos.
O relator, deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL), ajustou a proposta original – Projeto de Lei 5403/25, da deputada Rosângela Reis (PL-MG) – para adaptá-la ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, que já prevê penas maiores para organizações criminosas “ultraviolentas” que impõem controle territorial.
Costa decidiu não incorporar a norma que previa monitoramento eletrônico obrigatório (tornozeleira) em casos de liberdade provisória. Segundo ele, o Código de Processo Penal já determina que o juiz negue a liberdade provisória a integrantes de milícias ou organizações criminosas armadas, o que torna a medida proposta desnecessária e juridicamente arriscada.
Na justificativa da proposta, a deputada Rosângela Reis enfatizou que é preciso fortalecer o enfrentamento às práticas extorsivas praticadas por milícias privadas, organizações criminosas ou disfarçadas de serviços de segurança.
Próximas etapas
A proposta será ainda analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pelo Plenário. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra
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