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Do novo hábito à nova expectativa: como a vivência nos espaços transformou o consumidor

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*Márcia Oliveira

O modo como nos relacionamos com os espaços passou por transformações profundas nos últimos anos. A casa deixou de ser apenas lugar de descanso e convívio familiar, e o escritório, antes visto como um ambiente essencialmente funcional, passou a ser repensado à luz de um novo olhar: o do bem-estar, do pertencimento e do propósito.

Essa mudança não se deu por um único motivo, mas por um conjunto de fatores que vêm redefinindo expectativas e comportamentos. As novas gerações, por exemplo, vêm chegando ao mercado com uma visão mais ampla sobre trabalho e qualidade de vida. Não basta ter um cargo ou uma mesa designada: é preciso sentir que o ambiente onde se trabalha dialoga com os próprios valores. Espaços impessoais, desconectados da cultura da empresa, tendem a gerar afastamento e desengajamento. Já ambientes acolhedores, inspiradores e coerentes com o discurso da marca contribuem diretamente para a retenção de talentos, produtividade e inovação.

Nesse contexto, o espaço físico deixou de ser apenas um suporte operacional. Ele se tornou uma extensão da identidade de marca e uma ferramenta poderosa de comunicação interna. Cada escolha — da paleta de cores ao design do mobiliário — transmite mensagens, ativa sensações e influencia comportamentos. Trabalhar em um ambiente planejado, funcional e confortável impacta diretamente na experiência de quem ali passa a maior parte do dia.

Na Neomóbile, temos sentido esse novo olhar do consumidor. Cada vez mais criterioso, ele busca mais do que móveis: busca soluções que reflitam seus valores, tragam inteligência ao espaço e proporcionem experiências. É um cliente atento, que pesquisa, compara, valoriza a curadoria e exige coerência entre o que é prometido e o que é entregue. Nesse novo cenário, qualidade, personalização e atendimento consultivo não são diferenciais — são obrigatórios.

A digitalização também mudou a lógica de compra e relacionamento. O acesso à informação facilitou a comparação e acelerou a tomada de decisão. Ainda assim, especialmente no segmento de mobiliário de alto padrão, a experiência presencial permanece essencial: ver, tocar, testar, conversar com quem entende. Por isso, o omnichannel deixou de ser tendência para se tornar realidade: online e offline precisam dialogar com fluidez.

Outro ponto relevante é o vínculo emocional estabelecido com os espaços. A decoração e o mobiliário, como parte vital dessa construção, passaram a ser compreendidos como expressão de bem-estar, autoestima e identidade. Não se trata apenas de compor ambientes, mas de criar lugares de pertencimento — que acolham, inspirem e incentivem a conexão entre pessoas.

O consumidor mudou e, com ele, mudaram as exigências. Ele quer conforto, mas também propósito. Quer beleza, mas exige funcionalidade. Quer eficiência, mas não abre mão da sensibilidade.

Nos últimos 25 anos, a Neomóbile aprendeu que acompanhar essas transformações não é apenas uma estratégia de mercado. É parte da nossa essência. Afinal, projetar ambientes de trabalho que inspirem pessoas é, mais do que nunca, um compromisso com o futuro.

*Márcia Oliveira é empresária e diretora da Neomóbile.

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Wilson Santos amplia críticas e relaciona caso Oi a contratos firmados durante gestão Mauro Mendes

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD), presidente da CPI das Consignações na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, elevou o tom das críticas ao governo do ex-governador Mauro Mendes ao comentar os desdobramentos das investigações conduzidas pelo parlamento estadual. Durante entrevista ao PodRevirar, do Grupo Revirado MT, o parlamentar afirmou que a atual comissão é apenas a primeira de uma série de apurações que poderão atingir decisões administrativas adotadas ao longo da gestão estadual.

Questionado sobre as dificuldades enfrentadas para instalar a CPI e sobre possíveis tentativas de impedir o avanço das investigações, Wilson afirmou que não pretende se colocar na condição de vítima, mas admitiu enfrentar forte resistência política.

“Eu não gosto de me vitimizar. Eu aguento rojão. Eu sei o que eu passo, a minha esposa sabe, mas a gente segue em frente”, declarou.

Na avaliação do parlamentar, outras comissões parlamentares de inquérito deverão ser abertas nos próximos meses para investigar temas que, segundo ele, ainda apresentam questionamentos e dúvidas. Entre os assuntos citados estão a concessão da BR-163, a atuação da Nova Rota do Oeste e negociações envolvendo a empresa de telecomunicações Oi.

“O governo Mauro Mendes, agora ou mais tarde, ele será objeto de várias CPIs. Essa é apenas a primeira. Depois virá a CPI da BR-163, da Nova Rota Oeste, virá a CPI da Oi. Não tenha dúvida disso”, afirmou.

Durante a entrevista, Wilson voltou a questionar o acordo firmado entre o Estado e a Oi. Segundo ele, a Procuradoria-Geral do Estado já teria conhecimento, em março de 2024, de que uma ação rescisória movida pela empresa estaria prescrita após decisão relacionada ao caso no Supremo Tribunal Federal.

O deputado sustenta que, mesmo diante desse cenário, o governo continuou negociando e posteriormente efetuou um pagamento de R$ 308 milhões à companhia.

“Desde o dia 15 de março de 2024, o governo do Estado tinha ciência de que a ação rescisória estava nula. Mesmo assim, o Estado continuou negociando com a Oi”, declarou.

Wilson também levantou questionamentos sobre o fato de a empresa ter aberto mão de parte significativa dos valores discutidos na disputa judicial. Para ele, a operação não faria sentido sob a lógica empresarial tradicional.

“A Oi, num gesto incompreensível, irracional, no mundo capitalista, diz que abre mão de R$ 228 milhões e aceita ficar com apenas R$ 80 milhões daquele montante”, afirmou.

O parlamentar relacionou ainda a negociação a um contrato posterior firmado pela MTI, antiga Cepromat, com a própria Oi. Segundo sua versão, o acordo teria alcançado cerca de R$ 354 milhões e apresentado características que, na avaliação dele, merecem investigação.

“O quebra-cabeça vai fechando e a gente vai entendendo. A Oi não abriu mão de R$ 228 milhões. Após ela abrir mão disso, ela recebeu um contrato de R$ 354 milhões”, disse.

Wilson alegou ainda que existiam pareceres técnicos contrários à contratação e que empresas mato-grossenses teriam apresentado alternativas consideradas mais vantajosas financeiramente para a implantação da estrutura tecnológica prevista.

As declarações do deputado fazem parte de uma série de críticas direcionadas à condução de contratos públicos e acordos firmados durante a gestão Mauro Mendes. Até o momento, as afirmações apresentadas pelo parlamentar representam sua interpretação dos fatos e deverão ser objeto de eventual apuração pelos órgãos competentes e pelas comissões legislativas citadas.

A reportagem mantém espaço aberto para manifestação dos citados sobre as declarações apresentadas pelo deputado estadual.

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