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TCE-MT lança boletim Radar na Prática com dados do primeiro semestre de 2025

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) publicou, nesta terça-feira (16), a primeira edição do boletim semestral Radar na Prática. A publicação, elaborada pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), apresenta dados dos principais indicadores das políticas públicas destas áreas de atuação no estado entre janeiro e junho de 2025. Clique aqui  para acessar.

O boletim reúne informações extraídas do Radar de Controle Público do TCE-MT, por meio dos módulos Radar da Saúde, Radar da Assistência Social e Radar da Previdência, ferramentas estratégicas de inteligência institucional voltadas ao monitoramento contínuo das políticas sociais. Também conta com resultados obtidos por meio dos sistemas Datasus, InfoMS, Caged, Cadastro Único, normativos e portarias vigentes.

Para o presidente da Copspas, conselheiro Guilherme Maluf, a publicação sintetiza os principais achados dos três eixos de políticas públicas acompanhados pela Comissao. “A análise evidencia que avanços econômicos só se consolidam quando acompanhados por proteção social robusta, sustentabilidade previdenciária e capacidade instalada suficiente nos municípios.”

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Presidente da Copspas, conselheiro Guilherme Maluf. Clique aqui para ampliar

No eixo da saúde, o boletim aponta avanços consistentes da atenção primária em Mato Grosso, com cobertura estadual de 95,65% em junho, superior à média da região Centro-Oeste, além da redução da letalidade hospitalar no SUS. Em contrapartida, a queda expressiva das coberturas vacinais dos seis imunobiológicos avaliados, com destaque para febre amarela, tríplice viral 2ª dose e penta, acende alerta para o risco de reemergência de doenças imunopreveníveis.

Na área da Previdência, destaca o crescimento do déficit atuarial, que ultrapassa R$ 11 bilhões nos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) municipais, além do aumento significativo no número de unidades gestoras devedoras. O relatório também aponta situação crítica em 42 RPPS na proporção entre servidores ativos e inativos, reforçando a necessidade de renovação de quadros e políticas de reposição.

Já os dados de Assistência Social indicam crescimento do emprego formal e redução de 9% da extrema pobreza, com impactos positivos na diminuição da dependência de benefícios sociais. Contudo, o relatório evidencia fragilidades na capacidade instalada da rede socioassistencial, já que apenas 16 municípios mantêm equipes de referência completas, além do crescimento da população em situação de rua, que atingiu 6% no segundo trimestre.

O boletim semestral Radar na Prática possui caráter informativo, técnico e orientativo, servindo como instrumento de apoio à gestão pública e ao controle externo. A publicação ainda oferece uma leitura integrada dos dados, contribuindo para maior transparência e aprimoramento das políticas sociais em Mato Grosso.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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