Mato Grosso
SES lança a Semana de Apoio à Amamentação Indígena nesta sexta-feira (8)
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Saúde (SES), os Distritos Sanitários Especiais Indígenas de Mato Grosso (Araguaia, Cuiabá, Kayapó, Xavante e Xingu) e um do Pará (Dsei Kayapó) darão início à Semana de Apoio à Amamentação Indígena nesta sexta-feira (8.8), na Aldeia Nossa Senhora de Fátima, da etnia Xavante, na terra indígena São Marcos (a 130 km de Barra do Garças).
A coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, Rosiene Pires, e a coordenadora de Saúde Bucal, Andrea Coelho, vão representar a SES no evento.
“Mulheres Xavantes farão uma saudação com apresentação cultural, com cantos e danças tradicionais. Depois, faremos a roda de conversa ‘A Tradição de Amamentar na Aldeia’, com depoimentos e relatos de mulheres Xavantes de diferentes gerações, e haverá o plantio simbólico do ipê amarelo, em uma ação coletiva de celebração à vida e aos cuidados”, afirmou Rosiene.
A ideia é que a semana de mobilização seja comemorada todos os anos e incluída na agenda oficial do Agosto Dourado em Mato Grosso, pois reforça que a amamentação é essencial para assegurar a saúde, a segurança alimentar e o bem-estar de mães e crianças, inclusive as populações indígenas.
Rosiene explicou que o projeto busca fortalecer as práticas tradicionais de cuidado e alimentação dos povos indígenas, incentivar a amamentação e, ao mesmo tempo, promover a formação permanente de profissionais de saúde que atuam em contextos indígenas.
“A criação da Semana de Apoio à Amamentação Indígena demonstra o compromisso do Estado de Mato Grosso com os direitos constitucionais dos povos originários, sendo uma importante estratégia de saúde pública e valorização cultural”, destacou a coordenadora.
De acordo com o técnico responsável pela Equipe de Promoção da Amamentação e Alimentação Complementar Saudável da SES, Rodrigo Carvalho, algumas comunidades indígenas enfrentam altas taxas de desnutrição infantil, baixo peso ao nascer e mortalidade evitável, sendo urgente a implementação de estratégias voltadas à alimentação infantil.
“O acesso desigual aos serviços públicos de saúde, influências negativas que incentivam o consumo de produtos ultraprocessados em detrimento dos saberes alimentares tradicionais, entre outros fatores, podem dificultar a amamentação”, explicou.
A coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde, Sonia Venancio, e a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Putira Sacuena, também estarão presentes na abertura.
A iniciativa inédita será realizada até o dia 14 de agosto nas aldeias de Mato Grosso, com ações planejadas de maneira integrada e com participação ativa dos povos indígenas. Ao longo da semana, serão realizadas rodas de conversa, encontros e oficinas com mulheres indígenas, parteiras tradicionais, profissionais de saúde e gestores públicos.
O projeto prevê parcerias com organizações indígenas e movimentos sociais, além da articulação com órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), os Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi) e as Secretarias Municipais de Saúde.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.
Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.
“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.
Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.-
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