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Sérgio Ricardo destaca papel do TCE-MT e aponta entrega do Hospital Central como marco histórico para estado

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Presidente Sérgio Ricardo em inauguração do Hospital Central de MT. CLique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o papel do órgão de controle no avanço das obras do Hospital Central, inaugurado nesta sexta-feira (19). A unidade de saúde, que será administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, começou a ser construída há 34 anos e foi retomada com investimento de R$ 280 milhões. 

“Estivemos presentes para ajudar a agilizar e garantir a legalidade, a transparência e a compreensão dos editais, para que o Estado pudesse fazer a construção e colocar o hospital em funcionamento. O Tribunal de Contas também participou da discussão dessa parceria público-privada, dessa concessão do hospital, contribuindo para que o processo fosse conduzido com segurança”, explicou Sérgio Ricardo. 

O presidente também ressaltou a coragem do governador Mauro Mendes ao retomar a obra, classificada como um marco histórico. “Mato Grosso está recebendo uma instituição de altíssima qualidade e o que é mais importante, de forma gratuita. Em São Paulo e em outros lugares, as pessoas precisam ter dinheiro para ter acesso a um atendimento de qualidade. Aqui, em Cuiabá, essa instituição vai atender gratuitamente.”

Com 287 leitos, sendo 96 destinados a cuidados intensivos, a estrutura foi ampliada de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída para atender as demandas de alta complexidade.  “O terreno era grande, a localização excepcional, e isso criou condições para reiniciar essa obra em uma dimensão muito maior. Estamos entregando um hospital que, seguramente, é um dos melhores do Brasil”, afirmou o governador. 

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a ativação da unidade ocorrerá de forma gradual, em razão da complexidade da operação. “Nós já recebemos mais de 30 carretas de materiais para o suporte necessário para o funcionamento. O time Einstein está fazendo as contratações e, no momento ‘full’, o hospital terá em torno de 1.700 servidores contratados e 350 médicos.”

A estrutura também dispõe de dez salas cirúrgicas, preparadas inclusive para a realização de cirurgias robóticas, além de duas salas de hemodinâmica voltadas a procedimentos minimamente invasivos, como cateterismo cardíaco e angioplastia. A médio e longo prazo, o planejamento do Governo do Estado também prevê a realização de transplantes.

“A partir do início dos atendimentos, os pacientes do SUS terão acesso a diagnósticos e tratamentos avançados, em uma estrutura moderna, com protocolos baseados nas evidências mais atuais e no uso intensivo de tecnologia. O Einstein traz para Mato Grosso não apenas inovação, como a cirurgia robótica, mas também a experiência de quase 25 anos de atuação em parceria com o SUS”, disse o presidente do Einstein, Sidney Klajner. 

Para o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Alencar, a entrega mostra a importância da atuação coordenada. “Para nós, órgãos de controle, esta entrega também representa a realização de um trabalho. Quando o Governo acerta, significa que nós também acertamos, seja ao dar apoio, oferecer segurança jurídica ou apontar os caminhos do sucesso e da eficiência. Esse é o nosso papel.”

A estrutura

 O local foi estruturado para realizar uma média de 32 mil consultas médicas, 80 mil exames e 6.500 cirurgias por ano. Inicialmente, estão previstas para o hospital as especialidades de cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia vascular, urologia, cirurgia pediátrica, ginecologia, mastologia, cirurgia plástica, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, ortopedia pediátrica, cardiologia, neurologia e pediatria. Todas as especialidades cirúrgicas atenderão um escopo diversificado, incluindo cirurgia oncológica. 

Além disso, o hospital contará com cirurgia robótica com foco em cinco especialidades – cirurgia geral, aparelho digestivo, ginecologia, urologia e cirurgia pediátrica. Há também a perspectiva de inclusão de novas especialidades, como transplantes de rim e fígado.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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