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Seduc ganha três categorias na 2ª edição do Prêmio Eficiência e Inovação em Práticas Públicas

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) venceu em três categorias na 2ª edição do Prêmio Eficiência e Inovação em Práticas Públicas, do Governo de Mato Grosso, na tarde desta segunda-feira (7.7). A cerimônia de premiação dos finalistas foi realizada no auditório Cloves Vettorato, do Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

O prêmio, promovido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), reconhece iniciativas inovadoras e eficientes que foram implementadas pelos órgãos e autarquias do Poder Executivo Estadual, em cada uma das quatro categorias: (1) Transformação Digital, (2) Redução de Custos ou Melhoria da Receita, (3) Satisfação do Cidadão ou do Servidor e (4) Melhoria da Gestão Pública.

Na categoria Satisfação do Cidadão, o programa Mais MT Muxirum conquistou o 1º lugar. A equipe do programa, que trabalha com alfabetização de jovens e adultos, recebeu como prêmio R$ 200 mil em dinheiro.

“O Muxirum ganhou com a criação de uma cartilha, que permite dar a mesma aula em qualquer canto do Estado. O resultado da nossa equipe é uma satisfação para nós e para a Seduc. Modéstia à parte, é o projeto mais bonito desta edição. É muito lindo você alfabetizar adultos que não tiveram acesso à educação”, destacou a secretária adjunta de Regime de Colaboração (SARC) da Seduc, Nágila Brandão.

Durante a premiação do grupo, o governador Mauro Mendes enalteceu os esforços do Muxirum em erradicar o analfabetismo do Estado. Mato Grosso reduziu a taxa de analfabetismo para 3,8% entre pessoas de 15 a 59 anos em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta da Seduc era reduzir para 4% no primeiro semestre de 2025.

“Nós turbinamos esse projeto e dobramos o orçamento do Muxirum. Não posso deixar de falar isso, porque, toda vez, eu me emociono. Eu sou filho de uma mãe analfabeta, e esse programa está erradicando o analfabetismo. Se chegarmos ao ano que vem e atingirmos uma taxa inferior a 3%, segundo organizações internacionais, Mato Grosso será considerado um território livre do analfabetismo. Isso vai ser uma honra”, discursou.

Na categoria Transformação Digital, o projeto Open4School, criado por dois servidores da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Rondonópolis, ficou com o 2º lugar e ganhou R$ 170 mil em dinheiro. “O nosso projeto automatizou os processos das 60 escolas da DRE de Rondonópolis, facilitando o trabalho dos gestores. Aquilo que era feito no livrinho, hoje tem o sistema em que tudo pode ser feito digitalmente. A sensação de ganhar foi única. O coração treme e a satisfação é incomparável”, disse o servidor Magno Rodrigo da Silva, um dos vencedores.

Já na categoria Redução de Custos, a Seduc também conquistou o 3º lugar com o termo de cooperação com a Fundação Nova Chance. O prêmio em dinheiro foi de R$ 20 mil. “Com esse projeto, conseguimos ter uma economia de R$ 700 mil com a produção de uniformes. Fizemos a parceria com a fundação, pois lá a mão de obra é composta por pessoas privadas de liberdade. Então, nós investimos no material e a produção foi realizada com economia. Não esperava ganhar e estamos muito felizes”, comentou.

Todos os vencedores também ganharam uma passagem aérea com direito a acompanhante, no valor de até R$ 8.500, com destinos nacionais ou internacionais, além de serem reconhecidos com o selo “Servidor Eficiente e Inovador em Práticas Públicas”.

A Seduc concorreu nas quatro categorias do prêmio e outros três projetos também participaram como finalistas: Sistema Inteligente de Pregão (Sipreg), Protagonismo do Estudante na Comissão Local de Segurança no Trabalho e Mira na Meta.

O secretário de Educação, Alan Porto, também parabenizou os vencedores nas três categorias e disse estar honrado em ver a equipe da Seduc trabalhando sempre pela melhoria do atendimento ao cidadão. “Os prêmios mostram que estamos no caminho certo. Tivemos indicações de finalistas com projetos lindos e três vencedores, que, com toda certeza, mudaram a gestão da Educação de Mato Grosso”, destacou.

Na primeira edição do prêmio, a Seduc venceu em duas categorias: o 2º lugar em Satisfação do Cidadão ou do Servidor, com o projeto EduInclui, e o 3º lugar na categoria Redução de Custos ou Aumento da Receita com uma ação que resultou no redimensionamento do quadro de servidores do cargo Apoio Administrativo Educacional/Vigia, gerando uma economia de R$ 26,7 milhões ao Estado em 2023.

Fonte: Governo MT – MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

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A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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