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Programa SER Família Capacita ultrapassa 34,5 mil matrículas em Mato Grosso

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O Programa SER Família Capacita, executado pelo Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), encerra o ano de 2025 com resultados expressivos e presença consolidada nos 141 municípios mato-grossenses. A iniciativa fortalece a qualificação profissional gratuita como ferramenta de transformação social, promovendo inclusão produtiva e ampliando oportunidades de emprego e renda em todas as regiões do Estado.

O programa já contabiliza 1.641 turmas ofertadas e 34.591 pessoas matriculadas, alcançando públicos diversos, como jovens em busca do primeiro emprego, mulheres em situação de vulnerabilidade social, trabalhadores desempregados e comunidades tradicionais, incluindo indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

Idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, o SER Família Capacita tem como diretriz levar capacitação de qualidade a todas as regiões do Estado, inclusive aos municípios mais distantes e às comunidades de difícil acesso.

“O SER Família Capacita representa um compromisso com as pessoas. Investir em capacitação é investir no futuro das famílias mato-grossenses, garantindo mais autonomia, dignidade e oportunidades reais de crescimento”, destacou a primeira-dama Virginia Mendes.

O alcance do programa também se reflete no atendimento a comunidades indígenas. Na aldeia Enawene, a conclusão de uma das turmas foi marcada por reconhecimento e celebração. Para o participante Walitere Makoayao Enawene, a ação simboliza valorização e respeito.

“Vim agradecer à primeira-dama Virginia Mendes por essa oportunidade. Realizamos um curso aqui na nossa aldeia e hoje é um dia muito especial, com a conclusão da turma e a presença de convidados celebrando conosco. Esse curso é um presente para o nosso povo”, afirmou.


Para o aluno Olisses Amadeu Simão, que já atuava como eletricista predial, a capacitação representou um passo importante na carreira.

“O curso é maravilhoso, de alta excelência. Sempre tive vontade de fazê-lo. As aulas foram muito boas e o aprendizado, excelente. É uma oportunidade que muitos não teriam condições de pagar, mas com o apoio do governo isso se torna possível. O aprendizado é nota 10”, afirmou.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destaca que o programa atua como uma política pública estratégica para a promoção da inclusão produtiva e da autonomia das famílias mato-grossenses, ao levar qualificação profissional gratuita a todas as regiões do Estado.

“O SER Família Capacita é uma ação concreta do Governo de Mato Grosso para transformar realidades por meio da capacitação. Em 2025, conseguimos alcançar mais pessoas, garantindo que a qualificação chegue a quem mais precisa, respeitando as vocações econômicas de cada região. Esses resultados representam oportunidades reais de geração de renda, fortalecimento da economia local e investimento direto no desenvolvimento humano do nosso Estado”, afirmou o secretário.

Em Aripuanã, a formanda Amanda Ellen Nascimento ressaltou o impacto da qualificação gratuita para o desenvolvimento pessoal e profissional das famílias.

“O Programa SER Família Capacita contribui diretamente para qualificar a população, oferecendo diversos cursos. Ter acesso gratuito à capacitação faz toda a diferença e traz perspectivas de melhores ganhos profissionais, sociais e financeiros”, destacou.

Ao consolidar-se como uma política pública de alcance estadual, o SER Família Capacita reafirma, em 2025, o compromisso do Governo de Mato Grosso com o desenvolvimento humano e a inclusão produtiva, utilizando a qualificação profissional como instrumento de transformação social, fortalecimento da economia local e promoção da dignidade das famílias mato-grossenses.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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