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Política de Integridade avança e CGE amplia atuação para além da administração pública

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A Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) apresentou o balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025 no âmbito do Programa de Integridade Pública do Governo de Mato Grosso. O período foi marcado pela consolidação da política de integridade na administração pública estadual e, sobretudo, pela ampliação do programa para além da esfera administrativa, fortalecendo seu alcance institucional, educacional e social.

Ao longo de 2025, o programa avançou de forma estratégica na promoção de uma cultura de ética, transparência e prevenção à corrupção, reforçando o compromisso do Estado com uma gestão pública mais íntegra e orientada ao interesse coletivo. A atuação da CGE evidenciou que a integridade passou a ser tratada não apenas como um instrumento de gestão, mas como um valor transversal, capaz de impactar diferentes setores da sociedade.


Entre os destaques do ano está a aproximação com o meio acadêmico, por meio do Programa Estudante-Cidadão do Futuro, iniciativa voltada à formação de uma cultura de integridade entre estudantes do ensino médio. A ação reforça o caráter educativo e preventivo da política pública, ao estimular, desde cedo, valores éticos e de cidadania.

O avanço do programa também se refletiu na ampliação do diálogo com o setor privado. Em 2025, a CGE lançou o Guia de Integridade Privada, com foco na disseminação de boas práticas de governança e integridade em empresas e organizações. Paralelamente, desenvolveu, em parceria com a Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, um Referencial Técnico para Implantação de Programas de Integridade nos 142 municípios do Estado.

O modelo de integridade desenvolvido em Mato Grosso ganhou, ainda, projeção internacional. A metodologia foi apresentada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como referência para possível aplicação em outros países da América Latina, consolidando o protagonismo do Estado na agenda de integridade pública.


No âmbito da administração estadual, 31 órgãos e entidades tiveram seus planos de integridade aprovados e publicados em 2025. Atualmente, 25 desses planos estão sob acompanhamento da CGE. Ao longo do ano, foram monitoradas 491 ações, com média de 19 iniciativas por órgão. Do total, 89 ações foram concluídas (18%), 170 estão em andamento (35%) e 232 foram reprogramadas para 2026 (47%), em função de ajustes de prazos e da redefinição de prioridades institucionais.

Para o superintendente de Promoção da Integridade da CGE, Christian Pizzatto, os resultados demonstram a maturidade da política de integridade no Estado. “Os dados mostram que a integridade deixou de ser apenas um conceito e passou a orientar a atuação dos órgãos. Hoje, há mais planejamento, controle e responsabilidade na execução das ações”, afirmou.

Segundo o superintendente, o acompanhamento contínuo dos planos é fundamental para garantir a efetividade da política. “Nem sempre é possível cumprir todos os prazos inicialmente previstos, mas o essencial é monitorar as ações, avaliá-las e reprogramá-las quando necessário, considerando a realidade de cada órgão”, explicou.

O balanço também evidencia o papel estratégico das ações de capacitação no fortalecimento do ambiente ético no serviço público e fora dele. Em 2025, foram realizadas 23 iniciativas, entre palestras, cursos e mentorias sendo 21 voltadas ao público externo à CGE e duas realizadas de forma online. As atividades somaram 80 horas de capacitação, com 1.209 inscritos e 1.047 certificados emitidos.

Para Pizzatto, o investimento em formação é decisivo para promover mudanças duradouras. “Quando servidores, gestores e a sociedade compreendem o papel da integridade, os reflexos aparecem não apenas nos indicadores institucionais, mas também na forma como o poder público se relaciona com a população”, concluiu.


Como complemento às ações, a CGE também investiu em iniciativas de comunicação institucional voltadas ao engajamento permanente dos servidores. Em parceria com a Secretaria de Comunicação do Estado, foi desenvolvida uma campanha de conscientização estruturada em temas mensais, com o objetivo de reforçar que a integridade vai além de uma política formal e se materializa nas escolhas e atitudes do dia a dia no serviço público.

Instituído pelo Decreto nº 376, de 26 de julho de 2023, o Programa Integridade de Mato Grosso vem se consolidando como uma das principais estratégias do Estado para a prevenção da corrupção e o fortalecimento das práticas éticas. Em 2024, o foco esteve na adesão dos órgãos e na elaboração dos planos de integridade. Já em 2025, o programa avançou para a execução, o monitoramento sistemático das ações e a ampliação de seu impacto para além da administração pública, fortalecendo a cultura de integridade em toda a sociedade.

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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