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Mato Grosso registra a menor taxa de desemprego do país no terceiro trimestre

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Mato Grosso registrou a menor taxa de desemprego do país no terceiro trimestre de 2025, com um índice de 2,3%, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14.11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado divide a primeira posição com Santa Catarina, que apresenta o mesmo percentual.

O resultado de 2,3% representa uma melhora em relação ao segundo trimestre, quando a taxa de desocupação em Mato Grosso era de 2,8%. O número de pessoas desocupadas caiu de 58 mil para 48 mil entre o segundo e o terceiro trimestre.

De acordo com o levantamento, Mato Grosso conta atualmente com 2,015 milhões de pessoas ocupadas. Entre elas, 1,098 milhão trabalham no setor privado, sendo 866 mil com carteira assinada. No setor público, são 227 mil servidores. Já os postos informais somam 689 mil pessoas, uma redução em relação ao trimestre anterior, quando esse grupo totalizava 719 mil.

Outro indicador que aponta melhora no mercado de trabalho é a queda no número de pessoas subutilizadas, aquelas que trabalham menos horas do que poderiam ou estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem uma ocupação. No terceiro trimestre, 126 mil pessoas se encontravam nesta condição, ante 146 mil nos três meses anteriores.

Na comparação com o mesmo período de 2024, também houve avanços. Embora a taxa de desocupação tenha se mantido estável, o número de trabalhadores informais diminuiu 3,9%, passando de 717 mil para 689 mil em 2025. A subutilização também caiu: eram 163 mil pessoas no terceiro trimestre de 2024, contra 126 mil neste ano.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, os números refletem políticas permanentes de incentivo ao empreendedorismo, à atração de investimentos e ao fortalecimento dos diversos setores produtivos.

“O desempenho apresentado pela pesquisa mostra, mais uma vez, que Mato Grosso é um Estado de oportunidades. Esses resultados não acontecem por acaso: são fruto do trabalho contínuo do Governo em estimular a economia, apoiar quem produz e criar condições para que mais pessoas encontrem sua vaga no mercado de trabalho. Estamos fazendo com que, cada vez mais, seja melhor viver em Mato Grosso”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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