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Mato Grosso intensifica ofensiva contra o narcotráfico internacional em parceira com Rondônia e Acre

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) assinou nesta quinta-feira (11.9), com os estados de Rondônia e Acre, um termo de cooperação que amplia a integração entre as forças de segurança para combater a criminalidade e o narcotráfico internacional. A ação integra o programa Tolerância Zero às facções criminosas.

O acordo assinado pelos secretários de Segurança Pública dos três estados prevê a criação de um protocolo seguro para compartilhamento de imagens de videomonitoramento, dados criminais e relatórios operacionais e de inteligência, para garantir mais agilidade e eficiência nas ações. A iniciativa também prevê o fortalecimento de operações conjuntas em áreas de fronteira, além do intercâmbio de conhecimento e capacitação profissional dos servidores.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, destacou que o termo de cooperação fortalece o trabalho das forças policiais nos três estados e na região de fronteira, para combater o tráfico de drogas e descapitalizar as facções criminosas. “Essa ação visa combater o narcotráfico internacional. Em Mato Grosso, fazemos a defesa do Estado e também do Brasil, porque o tráfico é um mal que assola a sociedade e utiliza os três estados como passagem para entorpecentes que seguem para outros estados e até mesmo para outros países, como Estados Unidos e Europa. E esse trabalho não é feito sozinho, temos equipes especializadas, o Gefron, as equipes de inteligência e o Vigia Mais Mato Grosso, que tem auxiliado muito na região de fronteira”, afirmou.

Roveri afirmou ainda que o Vigia Mais MT será integrado aos dois estados para leitura de placas e recuperação de veículos roubados e furtados. “Junto com a inteligência artificial e a policial, é possível verificar rotas de acesso dos veículos que circulam pelos três estados, emitindo alertas em casos suspeitos, para que possamos fazer a abordagem e a verificação. Há todo um trabalho de tecnologia, inteligência policial e de campo dos nossos estados. Os três estados possuem o Gefron, e trocamos informações de inteligência e operacionais que garantem a segurança nas fronteiras estaduais e internacionais”, declarou.


Assinatura do termo ocorreu na sede da Sesp, no Centro Político Administrativo.

O secretário de Segurança de Rondônia, coronel Felipe Vital, afirmou que a cooperação entre os estados já era realizada e que agora o trabalho de inteligência e tecnologia será ampliado. “Rondônia, Acre e Mato Grosso seguem avançando e já se tornam modelo para outros estados. Esse é o resultado de uma resposta rápida e efetiva, da otimização do trabalho das forças de segurança, com inteligência, integração e tecnologia. Só temos a agradecer e tenho certeza de que, a partir de hoje, avançaremos ainda mais”.

O gestor também ressaltou a importância do Vigia Mais MT. “A apresentação do programa Vigia Mais MT nos abriu um leque de possibilidades e, certamente, vamos adotar essa ideia para fortalecer ainda mais a integração. Com o reconhecimento de placas, por exemplo, se um carro roubado no Acre entrar em Rondônia e seguir para Mato Grosso, teremos essa informação em tempo real, e o mesmo vale no sentido inverso. Isso vai otimizar o trabalho das forças de segurança e, principalmente, beneficiar a população. Só temos a agradecer por essa parceria”.

Para o secretário adjunto de Segurança Pública do Acre, Evandro Bezerra, os três estados enfrentam problemas semelhantes relacionados à segurança nas fronteiras e, com este novo termo, a população é a principal beneficiada. “Nós, que fazemos parte da Amazônia Legal e compartilhamos divisas, assim como Mato Grosso, que também faz fronteira com Rondônia, somos diretamente impactados por questões como o narcotráfico e o roubo de veículos nessa região. Trata-se de um corredor que passa pelo Acre, Bolívia e Peru, e que deságua aqui em Mato Grosso. Nossa intenção ao vir hoje foi conhecer de perto e verificar especialmente o programa Vigia Mais Mato Grosso, que é extremamente relevante e tem apresentado excelentes resultados. Queremos levar essa experiência para o Acre, implementar parcerias voltadas ao fortalecimento da inteligência, da tecnologia e da integração entre os estados”, afirmou.

Com a parceria, o Acre coloca à disposição de Mato Grosso suas novas ferramentas. “Adquirimos recentemente dois VANTs (veículos aéreos não tripulados), capazes de realizar vigilância de fronteira em uma faixa de até 250 quilômetros por mais de 12 horas. Essa é uma tecnologia importante, que também estará disponível dentro do acordo de cooperação. Com isso, os estados ganham no combate direto à criminalidade e, sobretudo, quem ganha é a sociedade da nossa região amazônica”, acrescentou.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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