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Hospital Regional de Rondonópolis conquista certificação internacional, realiza 5,8 mil cirurgias e moderniza hemodiálise

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O Hospital Regional de Rondonópolis, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), se destacou em 2025. A unidade recebeu o prêmio Gold Status no projeto MT sem AVC, manteve alta produtividade cirúrgica, apresentou avanços expressivos no serviço de hemodiálise e ampliou a realização de cirurgias neurológicas de alta complexidade.

Implantado em março de 2024, o projeto MT sem AVC é uma iniciativa da SES em parceria com a empresa farmacêutica Boehringer Ingelheim, da Alemanha. Em março de 2025, o hospital recebeu a certificação Gold Status, concedida a instituições que demonstram excelência no atendimento aos casos de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI).

“A certificação Ouro do WSO Angels Awards reconhece hospitais que atingem rigorosas métricas de qualidade no atendimento ao AVC e representa a validação do trabalho desenvolvido pela gestão nos últimos sete anos, aliado ao investimento contínuo na saúde pública. A certificação é a primeira concedida a uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso”, destacou o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

De acordo com a diretora da unidade, Milena Polizel, as unidades certificadas com o selo Ouro demonstraram excelência ao atingir o tempo porta-agulha de até 60 minutos em pelo menos 50% dos casos.

“A adesão rigorosa ao protocolo de identificação e manejo do AVC, associada ao uso adequado do trombolítico, tem possibilitado a recuperação dos pacientes com mínima ou nenhuma sequela neurológica. Em 2025, o hospital conseguiu devolver à sociedade 13 pacientes sem qualquer sequela neurológica após o tratamento”, afirmou.

Por ser referência para a macrorregião Sul, o Hospital Regional de Rondonópolis promoveu a capacitação de profissionais de saúde dos 19 municípios da região, com foco na identificação precoce dos sinais e sintomas do AVC e no correto encaminhamento do paciente dentro da janela terapêutica de até quatro horas após o início dos sintomas.

Para 2026, a meta da direção do hospital é manter a certificação e alcançar o prêmio Platinum, reduzindo o tempo para até 45 minutos.

O serviço de hemodiálise também se destaca por contar com um dos sistemas mais modernos e seguros para o processo de diálise à beira do leito. O sistema Fresenius Genius é uma tecnologia inovadora para terapias renais agudas, especialmente em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“O equipamento permite a realização de hemodiálise prolongada, por até 18 horas, diretamente no leito do paciente. Isso contribui para a maior estabilidade clínica do paciente e otimização do ambiente hospitalar”, acrescentou.

A diretora ressaltou ainda que o serviço é fundamental no atendimento a pacientes com vários tipos de traumas, especialmente vítimas de acidentes de trânsito e outras causas externas, pois possibilita a realização da terapia renal sem a necessidade de deslocamento do paciente e sem comprometer sua estabilidade na internação.

Hospital com perfil cirúrgico

Nos últimos três anos, o Hospital Regional de Rondonópolis manteve uma média anual de cerca de 6 mil cirurgias. Até 15 de dezembro de 2025, já foram realizadas 5.846 cirurgias, sendo que 3.990 foram de Urgência e Emergência. Desde o início da atual gestão, em 2019, já foram realizadas cerca de 35 mil cirurgias na unidade.

Segundo o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, o elevado volume cirúrgico é resultado direto dos investimentos na modernização do parque tecnológico e na ampliação da oferta de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), fortalecendo a capacidade assistencial e garantindo atendimento de alta complexidade à população da macrorregião Sul.

O serviço de neurocirurgia do hospital também avançou de forma significativa em 2025, com a realização de procedimentos neurológicos de alta complexidade, como cirurgias abertas de aneurisma cerebral, artrodeses de coluna (cirurgia para fusão de ossos para tratamento de dores) e retirada de tumores cerebrais.

“Esses procedimentos exigem equipes altamente especializadas e suporte tecnológico avançado, incluindo monitores multiparamétricos e sistemas de neuronavegação. Apenas na área oncológica, foram realizadas 13 cirurgias para retirada de tumores cerebrais entre janeiro e outubro de 2025”, avaliou.

Fonte: Governo MT – MT

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Servidores da PGJ participam de curso de suporte básico de vida

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Vinte e um servidores da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) participaram, na tarde desta quarta-feira (15), do Curso de Noções Básicas de Suporte Básico de Vida, realizado no auditório da instituição. A capacitação foi promovida pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) – Vida Plena, no âmbito das ações do Abril Verde, campanha nacional voltada à prevenção de acidentes e à promoção da saúde e segurança no ambiente laboral. A próxima turma do curso será no dia 23 de abril (quinta-feira), na Sede das Promotorias da Capital.De acordo com a promotora de Justiça coordenadora do Núcleo Vida Plena, Gileade Pereira Souza Maia, a campanha Abril Verde contará com diversas ações educativas. “Estamos vivenciando o Abril Verde, período em que intensificamos as iniciativas de prevenção e orientação sobre as medidas essenciais para a saúde e a segurança no ambiente de trabalho. Trata-se de um movimento de alcance nacional, com foco na prevenção e na educação. Hoje, estamos realizando um curso de noções de suporte básico de vida, que tem objetivo de disseminar conhecimentos que podem ser decisivos entre a vida e a morte em situações de emergência”, ressaltou.O curso foi ministrado pelo sargento Marcus Trolesi, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do MPMT, reunindo conteúdos teóricos e práticos voltados à prevenção e ao atendimento de emergências no ambiente de trabalho, abordando desde conceitos básicos e a avaliação segura da cena até o acionamento correto dos serviços de emergência. Os participantes receberam orientações sobre suporte básico de vida, com técnicas de reanimação cardiopulmonar, uso do desfibrilador externo automático e simulações práticas, além do atendimento às urgências clínicas mais comuns, como engasgos, desmaios, convulsões e alterações glicêmicas ou hipertensivas. O treinamento também contemplou situações traumáticas, como quedas, fraturas, hemorragias, queimaduras e imobilizações simples, bem como ocorrências específicas do contexto laboral, a exemplo de mal súbito durante o expediente, procedimentos de evacuação em casos de incêndio e primeiros socorros em situações de pânico ou estresse agudo.O instrutor destacou que a primeira preocupação em uma situação de emergência deve ser a segurança de quem presta o socorro. “Se a pessoa que vai resgatar também se machuca, as chances de sobrevivência de quem precisa de ajuda diminuem drasticamente”, explicou, ao ressaltar a importância da observação de riscos no local. Para Marcus Trolesi, o domínio de noções básicas pode ser decisivo no desfecho da ocorrência. “Se alguém cair agora, você sabe o que fazer? Os primeiros cuidados são determinantes para a sobrevivência da vítima. Ao identificar corretamente se se trata de uma parada cardíaca ou de um mal súbito e realizar o atendimento adequado, não há garantia absoluta, porque lidamos com vidas, mas aumentamos significativamente as chances de oferecer um suporte eficaz, dentro das nossas capacidades, do nosso conhecimento e dos recursos disponíveis”, afirmou.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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