Mato Grosso
Governo de MT entrega 1º Prêmio Anual de Jornalismo e valoriza profissionais da imprensa
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Comunicação entregou, nesta quinta-feira (18.12), o 1º Prêmio de Jornalismo do Governo de Mato Grosso. Ao todo, 12 profissionais da comunicação foram premiados.
O vice-governador Otaviano Pivetta participou da entrega dos prêmios e afirmou que o objetivo da premiação foi reconhecer, valorizar e incentivar os profissionais da imprensa que produzem materiais que valorizem as ações do Estado de Mato Grosso.
“É uma maneira do Governo reconhecer a imprensa como um dos pilares fundamentais para a democracia e de ajudar na difusão das ações do Estado. Nós queremos que a imprensa, cada vez mais, tenha liberdade e cultive a capacidade de criticar e apontar caminhos, mas também de reconhecer as coisas boas que estamos fazendo pela população”, ressaltou.
A secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, ressaltou que, além de valorizar os profissionais da imprensa, a premiação ajuda a ampliar o acesso da população aos serviços do Governo do Estado, uma vez que o prêmio impulsiona as divulgações sobre as ações estaduais.
“Esse prêmio retrata muito a essência do jornalismo. As boas histórias valem a pena ser contadas, porque é assim que a população sabe que ela tem acesso a algum serviço que o Estado esteja oferecendo. Com isso, a gente cria uma onda positiva que aumenta a autoestima e o orgulho do nosso povo com o nosso Estado”, destacou.
O suplente de senador Mauro Carvalho, que foi secretário-chefe da Casa Civil nos primeiros cinco anos da atual gestão estadual, falou da importância dos profissionais da imprensa para valorização do Estado, uma vez que, ao dar visibilidade para as ações positivas, a imprensa contribui para fortalecer o orgulho da população.
“Se nós estamos vivendo hoje esse orgulho de viver em Mato Grosso, é graças a comunicação que cada um de vocês têm levado em todos os cantos do Estado de Mato Grosso. É isso que tem feito a diferença. Nós vivemos aqui, nossa família vive aqui e queremos entregar esse Mato Grosso como o melhor lugar para se viver, e dependemos da comunicação para mostrar isso para o Brasil e para o mundo, e vocês têm feito isso com muita eficiência”, pontuou.
A senadora Margareth Buzetti também participou da entrega da premiação.
O Prêmio
O 1º Prêmio Anual de Jornalismo do Governo de Mato Grosso contemplou cinco categorias: jornal impresso, internet, vídeo, áudio e fotografia. Os assuntos deveriam seguir o tema “Políticas Públicas Estaduais inovadoras que tornaram Mato Grosso um lugar melhor para se viver” e se encaixar nos eixos temáticos: Infraestrutura, Social, Meio Ambiente, Educação, Empreendedorismo, Agricultura, Saúde, Cultura, Esporte, Segurança, Ciência e Tecnologia e Turismo.
A premiação contou com investimento de R$ 750 mil da Secretaria de Comunicação. O recurso foi distribuído em R$ 50 mil para o primeiro lugar, R$ 35 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro, já descontados os impostos.
O 1º Prêmio Anual de Jornalismo do Governo de Mato Grosso homenageou os profissionais Ademar Andreola e Marcos Vergueiro, que deram contribuições significativas à imprensa mato-grossense e eram servidores da Secretaria de Estado de Comunicação no momento de seus falecimentos.
A filha de Ademar, a também jornalista Noelisa Andreola, e a esposa e a filha de Vergueiro, Maria Rita e Vitória, também participaram da cerimônia.
Após a premiação, a secretária Laice Souza anunciou que já foi autorizada a segunda edição do Prêmio Anual de Jornalismo do Governo de Mato Grosso, em 2026, que irá homenagear o jornalista Ailton Segura, que também atuou no Secom e faleceu neste ano de 2025.
Confira abaixo os vencedores:
CATEGORIA IMPRESSO
1º Juliana Alves: “Jovens cruzam oceano e trazem na bagagem futuro mais promissor”
2º Andreia Fontes: “Quatro décadas depois, uma pandemia no meio e o SUS que todos sonham décadas de promessas e a retomada sem profecia
3º Silvana Ribas: “Estado esclarece 100% dos crimes”
CATEGORIA ÁUDIO
1º Marina Martins, da Rádio CBN: “Crédito para mulheres acelera sonhos e autonomia de empreendedoras em MT”
2º Rodrigo Dávila, da rádio FM/RS: “A chave da esperança: a integração social que transforma vidas no MT e é exemplo para o Brasil”
3º José Gonçalves, da rádio Jovem Pan Sinop: “BR-163 da utopia à realidade”
CATEGORIA FOTOGRAFIA
1º Rodinei Crescêncio, do RD News: “Com ponte, MRV volta ao Coxipó e aposta no potencial do Atalaia: 500 unidades”
2º Lucas Torres, do Nortão MT: “Duplicação da BR-163 transforma logística do agro em MT e reduz acidentes em trechos críticos”
CATEGORIA VÍDEO
1º Luciana Gaviglia, da TV Vila Real: “Geotecnologia ressignifica as queimadas florestais em MT”
2º Marcelo Nice, do SBT Cuiabá: “Siapp: o selo que revolucionou o pequeno produtor”
3º Alexandre Ferreira, da TVCA: “Idosos têm vida transformada em projeto de alfabetização”
CATEGORIA INTERNET
1º Pollyana Araújo, do Primeira Página: “Receita de coragem: empreendedores encontram em MT solo fértil para abrir o próprio negócio”
2º Jardel Arruda, do Olhar Direto: “Do Ceará a MT e de Cuiabá a Tóquio: a jornada do judoca surdo que conquistou ouro inédito para o Brasil no Japão”
3º Andrelina Braz, do MidiaNews: “Programa devolve autoestima a mulheres: a Josenice renasceu”.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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