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Entrevista discute empreendedorismo como saída do ciclo da violência

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A importância do empreendedorismo e da autonomia financeira como instrumentos fundamentais no enfrentamento à violência contra a mulher foi o tema central de mais uma edição do programa MP por Elas, realizada nesta terça-feira (14), no Pantanal Shopping, em Cuiabá. A iniciativa integra a programação do projeto Diálogos com a Sociedade, desenvolvido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para promover a aproximação institucional, a escuta ativa e o debate de temas de interesse público.A segunda rodada de entrevista desta terça contou com a participação da promotora de Justiça Gileade Maia, coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida do MPMT, e da gerente de marketing e vendas do Pantanal Shopping, Daniela Rossi. O programa também abordou o enfrentamento à violência contra a mulher, a prevenção, o acolhimento das vítimas e a promoção da autonomia feminina.Ao tratar dos sinais da violência doméstica, a promotora de Justiça Gileade Maia ressaltou que, na maioria dos casos, a violência não se inicia de forma física. Segundo ela, o controle, as ameaças e o isolamento da vítima de sua rede de apoio são indícios recorrentes. “A violência acontece em uma escalada. O feminicídio é o ápice, nunca o primeiro ato. A informação é essencial para que a mulher consiga se reconhecer como vítima e buscar ajuda”, pontuou.A promotora também destacou que o Ministério Público atua de forma integrada, indo além do caráter repressivo. A prevenção e o fortalecimento da rede de apoio são prioridades institucionais. No Espaço MP por Elas, mulheres encontram atendimento humanizado, com escuta qualificada e sem julgamento, além de orientações jurídicas e sociais.Segundo a promotora de Justiça, a dependência econômica é um dos principais fatores que mantêm mulheres em situação de violência por longos períodos, o que reforça a importância de políticas e ações voltadas à capacitação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo.Nesse contexto, a gerente Daniela Rossi ressaltou o papel estratégico do Pantanal Shopping como local de acolhimento, informação e oportunidades. “O shopping é um espaço onde as mulheres se sentem mais seguras e à vontade. Muitas vezes, pedir ajuda aqui é mais acessível do que procurar diretamente um órgão formal. Essa parceria com o Ministério Público reforça nosso compromisso social”, afirmou. Ela também destacou que cerca de 70% dos empreendimentos instalados no shopping são geridos por mulheres e que a administração do empreendimento é composta majoritariamente por profissionais do sexo feminino.Ao final da entrevista, as convidadas reforçaram a importância da atuação conjunta entre instituições públicas, iniciativa privada e sociedade na construção de soluções efetivas. “Você não está sozinha. Existem instituições preparadas para acolher e orientar. O enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva”, destacou a promotora. Daniela Rossi complementou afirmando que o Pantanal Shopping mantém equipes treinadas para identificar situações de risco e orientar mulheres que busquem ajuda.O Espaço MP por Elas segue aberto ao público até a próxima sexta-feira, integrando a programação da temporada 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. As entrevistas permanecem disponíveis nos canais digitais do Ministério Público de Mato Grosso, ampliando o acesso à informação e reforçando o compromisso institucional com a promoção da cidadania, da dignidade e dos direitos das mulheres.Assista à entrevista na íntegra aqui. A edição 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade é realizada pelo MPMT em parceria com a Fiemt, o Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), Águas Cuiabá, Energisa Mato Grosso, Amaggi, Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Pantanal Shopping, Monza Tintas, Sofisticato, Janaína Figueiredo – Arquitetura e Interiores, e Roberta Granzotto Decor.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Promotor e profissionais da saúde são homenageados na ALMT 

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O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, com atuação na tutela coletiva da saúde, e presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), foi um dos homenageados pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Há três anos à frente da Promotoria da Saúde, ele recebeu Moção de Aplausos em reconhecimento ao trabalho desenvolvido na rede de atenção psicossocial do estado. Durante seu pronunciamento, o promotor ressaltou que atuar na área da saúde mental exige sensibilidade e empatia. “Trabalhar com saúde mental é lidar com a dignidade humana em sua forma mais sensível. É olhar para pessoas que muitas vezes foram invisibilizadas, silenciadas ou reduzidas a diagnósticos. Cada uma delas é um sujeito de direitos, tem voz e merece respeito”, afirmou. Milton Mattos destacou ainda que promover justiça nesse campo vai além da simples aplicação da lei. Segundo ele, é fundamental escutar, compreender os contextos e enfrentar preconceitos históricos que ainda cercam a saúde mental. “O Ministério Público sozinho não conseguiria. A Assembleia Legislativa sozinha também não. Mas, quando Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Ministério Público se unem, os resultados aparecem”, pontuou. O deputado Carlos Avallone Júnior (PSDB), durante o pronunciamento de abertura, agradeceu ao Ministério Público e reforçou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Cerca de R$ 6 milhões, somados a outros recursos, viabilizaram investimentos para a implantação de Centros de Atenção Psicossocial (Caps), resultado de termos de ajustamento firmados em parceria com o Ministério Público para atender a população”, afirmou o parlamentar. Milton Mattos da Silveira Neto ingressou no Ministério Público em 26 de abril de 2005, no cargo de promotor de Justiça da Comarca e Guarantã do Norte. Ao longo da carreira, passou pelas Promotorias de Justiça Cível da Comarca de Nova Xavantina, 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Jaciara, 2ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Sorriso e 1ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Tangará da Serra.

Fotos: ALMT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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